No campo da biossegurança, a classificação das áreas hospit...

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Q3737278 Enfermagem
No campo da biossegurança, a classificação das áreas hospitalares é essencial para determinar os níveis adequados de desinfecção e esterilização. Sabendo que tal classificação é baseada no risco de infecção associado às atividades realizadas em cada área e à susceptibilidade dos pacientes que nelas são atendidos, identifique a alternativa que apresenta exemplos de áreas consideradas críticas, semicríticas e não críticas.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o risco assistencial e de infecção da área hospitalar: ambientes com maior risco e procedimentos invasivos são críticos; os de risco intermediário com atendimento assistencial são semicríticos; e os sem assistência direta ao paciente são não críticos. No caso, a alternativa B é a única que mantém essa correspondência funcional no conjunto das três categorias.

Tema central: Classificação de áreas hospitalares
Análise das alternativas
A
Errada
O erro decisivo é classificar leito de UTI pós-operatória como área semicrítica. UTI é classicamente área crítica, porque atende pacientes graves, com monitorização intensiva e frequente realização de procedimentos invasivos, o que eleva o risco infeccioso ambiental. Esse erro invalida a alternativa, mesmo que os exemplos de área não crítica sejam compatíveis.
B
Certa
A alternativa B está correta porque segue a classificação tradicional usada em biossegurança hospitalar. Centro cirúrgico e UTI são exemplos clássicos de áreas críticas por reunirem maior risco de transmissão de infecção, maior complexidade assistencial e procedimentos invasivos. Ambulatórios e consultórios médicos se enquadram como áreas semicríticas por envolverem atendimento assistencial com risco intermediário. Áreas administrativas e cafeterias são não críticas porque não se destinam à assistência direta ao paciente.
C
Errada
A alternativa cai pelo mesmo motivo central: coloca unidades de terapia intensiva como semicríticas. Isso contraria a classificação funcional tradicional, na qual UTI é área crítica pelo perfil de pacientes graves e pelo alto risco de infecção associado ao cuidado.
D
Errada
A alternativa é inadequada porque usa farmácia hospitalar como exemplo de área crítica, o que não corresponde ao padrão clássico de criticidade por risco assistencial cobrado na questão. Além disso, no esquema tradicional da prova, laboratórios de análises clínicas não são o exemplo esperado para semicrítica, tornando a combinação incoerente com a classificação funcional pedida.
E
Errada
Alas de internação geral não são exemplo clássico de área crítica. Pela classificação funcional tradicional, internação geral se aproxima de risco intermediário, não do nível de criticidade de UTI e centro cirúrgico. O erro é equiparar enfermaria geral a setores de alta complexidade e maior risco infeccioso.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre presença de paciente internado e área crítica, além da tendência de rebaixar indevidamente a UTI para semicrítica ou superestimar setores técnicos como farmácia. Outra confusão real é misturar classificação de áreas com classificação de artigos.
Dica para questões semelhantes
  • Classifique pela função assistencial e pelo risco de infecção do ambiente, não pelo nome do setor isoladamente.
  • Grave o núcleo estável: centro cirúrgico e UTI são áreas críticas; setor administrativo e cafeteria são não críticos.
  • Se há assistência ao paciente sem o maior grau de invasividade e complexidade ambiental, pense em área semicrítica, como ambulatórios e consultórios.
  • Não confunda classificação de áreas hospitalares com classificação de artigos críticos, semicríticos e não críticos.

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