A partir da leitura do trecho, podemos concluir que é uma de...
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Alternativa correta: A - Guerra do Contestado.
1. Tema central da questão
A questão aborda conflitos históricos na Região Sul do Brasil, especialmente aqueles associados a disputas territoriais, sociais e econômicas, envolvendo populações rurais, empresas estrangeiras e o governo brasileiro. Esses temas são essenciais para compreender a formação social e política do Sul, principalmente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
2. Resumo teórico claro
A Guerra do Contestado (1912 a 1916) foi um conflito entre camponeses (posseiros), empresas estrangeiras e o governo brasileiro, ocorrido na região de fronteira entre Paraná e Santa Catarina. O estopim foi a construção da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande pela Brazil Railway Company, que causou desapropriações de terras, desemprego e miséria entre os trabalhadores rurais. Além disso, interesses econômicos sobre a erva-mate e a madeira intensificaram a tensão. O movimento teve caráter social, político e religioso, sendo considerado uma das maiores revoltas populares do Brasil. (Fonte: Fundação Catarinense de Cultura; Toda Matéria)
3. Justificativa da alternativa correta
A descrição do texto faz referência explícita à região de fronteira entre Paraná e Santa Catarina, à Brazil Railway Company, desapropriação de terras, exploração de recursos naturais e empobrecimento dos camponeses. Todos esses elementos são característicos da Guerra do Contestado, tornando a alternativa A a única correta.
4. Análise das alternativas incorretas
- B - Guerra de Canudos: Ocorreu na Bahia, liderada por Antônio Conselheiro, relacionada à resistência de uma comunidade sertaneja contra o governo (final do século XIX). Não ocorreu no Sul, nem envolveu ferrovias ou disputas entre Paraná e Santa Catarina.
- C - Guerra dos Farrapos: Conflito separatista ocorrido no Rio Grande do Sul (1835-1845), sem relação com o contexto do Contestado ou construção de ferrovias.
- D - Guerra da Cisplatina: Disputa entre Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata pela região da Cisplatina (atual Uruguai), distante no tempo e no espaço do evento citado.
5. Estratégia de interpretação
Fique atento a palavras-chave como localização geográfica (Paraná e Santa Catarina), interesses econômicos regionais e construção de ferrovia. Questões de concurso frequentemente trazem detalhes que eliminam alternativas erradas por localização ou período histórico.
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Resumo sobre a Guerra do Contestado
Foi um conflito ocorrido na fronteira dos estados do Paraná e Santa Catarina, entre os anos de 1912 e 1916, por causa de disputas de terras na região.
A região era contestada, por isso o nome da guerra, pelos dois estados, pois era rica em erva-mate e nela seria construída uma estrada de ferro, ligando São Paulo ao Rio Grande do Sul.
Milhares de pessoas se deslocaram para a região, no intuito de trabalharem na construção da ferrovia. Logo após a inauguração, os trabalhadores ficaram desempregados, provocando uma crise social.
Monges messiânicos surgiram e formaram comunidades com os sertanejos empobrecidos, sendo José Maria do Santo Agostinho o mais conhecido desses religiosos.
A formação dessas comunidades preocupou o governo federal, que enviou várias tropas para a região, mas foram derrotadas pelos sertanejos.
Após uma luta sangrenta, o governo derrotou os sertanejos, e os dois estados fizeram um acordo, estabelecendo os limites das terras.
Veja mais sobre "Guerra do Contestado" em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/guerra-contestado.htm
Resumo sobre a Guerra de Canudos
As causas da Guerra de Canudos foram: por parte da Igreja, a perseguição de Antônio Conselheiro, o beato que fazia com que ela perdesse fiéis; por parte dos latifundiários, tentar dar um fim à ocupação de terras e lutas pelo fim da miséria no Nordeste; para o governo baiano, a pressão dos dois últimos setores; e para o governo federal, um impedimento de crise à implementação da República, que estava em curso.
Os participantes da Guerra de Canudos eram: Antônio Conselheiro e seus seguidores, o exército, a Igreja, os latifundiários, o governo da Bahia e o governo federal.
Antônio Conselheiro foi um peregrino que, a princípio, caminhava pelos sertões da Bahia e Sergipe, principalmente, pregando de maneira messiânica contra a fome, a seca e a miséria, tecendo críticas políticas à forma como estava se dando a transição republicana e dizendo ser um enviado de Deus para acabar com as desigualdades.
A comunidade de Canudos era composta por 25 mil pessoas que começaram seguindo Conselheiro e depois e se instalaram junto a ele na fazenda improdutiva chamada Belo Monte depois de ocupá-la.
A destruição de Canudos aconteceu depois de quatro tentativas: duas do governo da Bahia junto à Igreja e aos coronéis; outra pelo exército brasileiro, que não obteve êxito por não saber lidar com as peculiaridades da região; e a quarta e última, quando, tendo sido chamado de fraco na capital, Prudente de Morais decidiu enviar 5 mil homens altamente munidos, além de canhões para o Nordeste, até então desassistido.
As consequências da Guerra de Canudos foram a destruição completa de tudo o que havia no arraial, milhares de mortes, fome na região, exposição em praça pública do “troféu” da cabeça de Antônio Conselheiro, além de diversas outras violências e barbaridades praticadas pelas forças armadas ao final do confronto."
Veja mais sobre "Guerra de Canudos" em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/canudos.htm
Resumo dos acontecimentos da Guerra dos Farrapos
"A principal exigência dos estancieiros era que o charque estrangeiro fosse taxado para tornar a concorrência entre o produto nacional e o estrangeiro mais justa. No entanto, outras razões ajudam a entender o início dessa revolta:
Insatisfação com a taxação sobre o gado na fronteira Brasil–Uruguai;
Insatisfação com a criação da Guarda Nacional;
Insatisfação com a negativa do governo em assumir os prejuízos causados por uma praga de carrapatos que atacou o gado na região em 1834;
Insatisfação com a centralização do governo e a falta de autonomia da província;
Circulação dos ideais federalistas e republicanos na região.
A soma desses fatores levou os gaúchos a rebelarem-se contra o governo central em 20 de setembro de 1835. Em um primeiro momento, a revolta não tinha caráter de separatismo, mas, à medida que a situação avançou, a saída separatista ganhou força."
A revolta realizada pelos farrapos iniciou-se em 20 de setembro de 1835 e espalhou-se por parte considerável do território do Rio Grande do Sul. Entretanto, o anúncio da separação da província só aconteceu em setembro de 1836, dando origem à República Rio-Grandense, também conhecida como República de Piratini.
A Guerra dos Farrapos teve como líder o estancieiro Bento Gonçalves, que, inclusive, foi o presidente da República Rio-Grandense por algum tempo. Outros nomes importantes foram o do italiano Giuseppe Garibaldi e o do militar brasileiro David Canabarro. Ambos foram responsáveis por levar a guerra contra o império para a província de Santa Catarina, fundando lá a República Juliana, em julho de 1839."
"A República Juliana, no entanto, teve curta duração, pois essa região foi retomada pelo governo imperial em novembro do mesmo ano. A Guerra dos Farrapos, apesar da sua longa duração e da sua extensão para outra província do Sul do Brasil, teve, em geral, combates de baixa intensidade. Isso é perceptível, pois, ao longo de 10 anos, cerca de três mil pessoas morreram (a Cabanagem, por exemplo, em cinco anos, resultou em 30 mil mortos)."
Veja mais sobre "Guerra dos Farrapos" em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/revolucao-farroupilha.htm
Por que ocorreu a Guerra da Cisplatina?
A região da Cisplatina (atual Uruguai) era um local de tensão e atrito desde o período colonial. A disputa pela Cisplatina teve como marco estipulado pelos historiadores o ano de 1680, quando a Coroa Portuguesa autorizou a construção de um forte na margem oriental do Rio da Prata. Surgia nesse momento a Colônia de Sacramento.
A Colônia de Sacramento foi alvo de intensa disputa entre portugueses e espanhóis. Foram assinados diversos tratados territoriais entre as duas nações, tais como o Tratado de Madrid (1750), o Tratado de El Pardo (1761) e o Tratado de Santo Ildefonso (1777). No entanto, apesar dos tratados, a disputa e a indefinição acerca do controle de Sacramento permaneceram durante o século XIX.
A partir de 1808, D. João VI transferiu a Corte Portuguesa para o Brasil por conta da invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas. O impacto disso no Brasil foi imediato, inclusive na questão das relações internacionais. Em represália à ação dos espanhóis de permitir que as tropas francesas cruzassem seu território para invadir Portugal, D. João ordenou a invasão de Sacramento e nomeou a região de Cisplatina.
Aconteceram duas invasões dos portugueses na região. Em 1816, a Cisplatina foi invadida de maneira definitiva e agregada ao território de Reino de Portugal, Brasil e Algarves. As tropas brasileiras eram lideradas por Francisco Frederico Lecor e eram formadas por aproximadamente 14 mil soldados. Os objetivos, conforme lista Chico Castro, eram dois:
- Reunir sob o domínio português as colônias espanholas;
- Expulsar um revolucionário local chamado José Artigas.
A ocupação da Cisplatina por Portugal aumentou a tensão e o desgaste que existiam na região platina porque o comandante Lecor indispôs-se bastante com a população local, agindo de maneira autoritária. Além disso, o desgaste do Reino de Portugal com as Províncias Unidas, sobretudo, com a elite portenha (de Buenos Aires), aumentou consideravelmente.
Em 1822, o Brasil declarou a sua independência sob a liderança de Dom Pedro I, e a anexação da Cisplatina ao território brasileiro foi confirmada. A região, inclusive, mandou representantes para a Assembleia Constituinte que redigiu a primeira Constituição do Brasil (a que foi rejeitada por D. Pedro I em 1823).
Objetivos
Os objetivos de cada lado podem ser resumidos da seguinte maneira:
Brasil: colocar fim à rebelião na Cisplatina e retomar o controle da região.
Uruguai: do movimento liderado por Lavalleja, o objetivo principal era anexar-se às Províncias Unidas, mas havia uruguaios que defendiam a independência.
Províncias Unidas: garantir a anexação da Cisplatina ao seu território."
Veja mais sobre "Guerra da Cisplatina" em: https://brasilescola.uol.com.br/guerras/guerra-cisplatina.htm
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