No choque hipovolêmico do paciente politraumatizado 

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Q4153253 Medicina
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No choque hemorrágico do politraumatizado, a coagulopatia do trauma é multifatorial e inclui perda de fatores e plaquetas, desregulação da coagulação com hiperfibrinólise, além de piora por acidose e hipocalcemia; por isso, a única alternativa compatível com a BASE DE DECISÃO MÉDICA é a B.

Tema central: Coagulopatia do trauma
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, no TCE grave, não se recomenda preferir soluções hipotônicas, já que elas favorecem edema cerebral e podem agravar hipertensão intracraniana. Além disso, a alternativa usa de forma confusa a classificação do ringer lactato, mas o erro decisivo é defender solução hipotônica nesse cenário neurocrítico.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve mecanismos reais da coagulopatia associada ao trauma hemorrágico. Nesse contexto, não há apenas perda sanguínea simples: ocorre perda e consumo de fatores de coagulação e plaquetas, desregulação hemostática com fibrinólise, além de piora funcional da coagulação pela acidose e pela hipocalcemia. Esse conjunto explica a instabilidade hemostática do choque hipovolêmico no politraumatizado e corresponde ao fundamento fisiopatológico central cobrado na questão.
C
Errada
Está errada porque fixa uma meta universal de hemoglobina maior ou igual a 10 g/dL para todo politraumatizado, independentemente do contexto clínico. A decisão transfusional no trauma não segue esse alvo fixo para todos; depende da hemorragia ativa, do estado hemodinâmico, da perfusão tecidual e das comorbidades.
D
Errada
Está errada porque a hipotermia não deve ser mantida no choque hemorrágico do trauma. Ela piora a função plaquetária e a atividade enzimática da coagulação, agrava a acidose e compõe a tríade letal; portanto, deve ser prevenida e corrigida, não usada como estratégia consensual nesse cenário.
Pegadinha da questão
A banca mistura uma alternativa fisiopatologicamente correta com erros clássicos de ressuscitação: chamar atenção para 'solução hipotônica' no TCE, ressuscitar a regra universal de hemoglobina 10 g/dL e confundir hipotermia terapêutica de outros contextos com trauma hemorrágico, em que a hipotermia é deletéria.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma com choque hemorrágico, procure a alternativa que reconhece a coagulopatia como multifatorial, e não apenas como diluição ou perda sanguínea.
  • No TCE grave, elimine opções que favoreçam soluções hipotônicas ou qualquer conduta que possa piorar edema cerebral.
  • Desconfie de metas universais de hemoglobina no traumatizado; conduta transfusional depende do contexto hemodinâmico e clínico.
  • No choque hemorrágico, hipotermia é marcador de piora fisiológica e deve ser corrigida, porque integra a tríade letal.

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