Analise as afirmativas a seguir: I. Os isótopos radioativos...
I. Os isótopos radioativos são incorporados às moléculas biologicamente ativas, que são, então, utilizadas como marcadores para monitorar átomos durante o metabolismo – processos químicos de um organismo.
II. Os marcadores radioativos também são empregados em combinação com sofisticados instrumentos de imagem, como o PET scanner, capaz de monitorar o crescimento e o metabolismo de cânceres no corpo.
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Tema central: uso de radioisótopos como traçadores na Medicina Nuclear e aplicação do PET (tomografia por emissão de pósitrons) para avaliar metabolismo tumoral. Em oncologia, moléculas biologicamente ativas marcadas com radionuclídeos permitem visualizar processos metabólicos in vivo, apoiando diagnóstico, estadiamento e resposta terapêutica.
Gabarito: A — as duas afirmativas são verdadeiras.
Por que a I é verdadeira? Na “técnica do traçador”, o radioisótopo é incorporado a uma molécula com função biológica conhecida (ex.: 18F-FDG, um análogo da glicose; 131I para tecido tireoidiano; 68Ga/18F-PSMA para próstata). Essa molécula marcada acompanha vias metabólicas específicas, permitindo monitorar o metabolismo e a biodistribuição nos tecidos. Conceito consagrado em Harrison’s Principles of Internal Medicine e UpToDate (tópicos de Medicina Nuclear e PET).
Por que a II é verdadeira? O PET (geralmente PET/CT) detecta o sinal do radionuclídeo do traçador e quantifica a captação (ex.: SUV) como proxy de atividade metabólica tumoral. Em oncologia, o PET/CT com 18F-FDG é usado para detectar lesões, estadiar, avaliar resposta e suspeitar de recidiva, efetivamente “monitorando” o metabolismo e, indiretamente, a evolução/volume tumoral. Diretrizes EANM/SNMMI e UpToDate reforçam essas indicações.
Estratégia de prova: identifique termos-chave como “marcadores/traçadores”, “metabolismo” e “PET”. Lembre que o PET mede atividade metabólica (p.ex., glicólise aumentada em neoplasias), que se correlaciona com agressividade e resposta terapêutica.
Análise das alternativas incorretas:
B (I verdadeira, II falsa): Incorreta porque o PET/CT é ferramenta padrão para acompanhar metabolismo tumoral; logo, a II não é falsa.
C (II verdadeira, I falsa): Incorreta porque o princípio do PET depende exatamente da incorporação de radioisótopos a moléculas biologicamente ativas; negar a I contraria o fundamento da técnica.
D (ambas falsas): Incorreta. Ambas as sentenças estão alinhadas com a prática e com referências (Harrison’s, UpToDate, EANM/SNMMI).
Aplicação clínica rápida: 18F-FDG PET/CT em linfomas e câncer de pulmão para estadiamento e avaliação de resposta; PSMA-PET no câncer de próstata; 131I em doença tireoidiana diferenciada. A interpretação usa padrões de captação e SUV, sempre correlacionando com clínica e anatomia (CT/MRI).
Referências: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate – PET imaging in oncology; Diretrizes EANM/SNMMI para uso do 18F-FDG.
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