Recém-nascido de 5 dias de vida, chega ao atendimento médico...
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Tema central: Hipertrofia mamária neonatal é uma alteração fisiológica comum, observada em recém-nascidos nos primeiros dias ou semanas de vida. Resulta do estímulo hormonal materno (principalmente estrogênio) transmitido pela placenta, podendo atingir meninos e meninas. Geralmente, não apresenta sintomas associados (como dor, sinais flogísticos ou febre) e regride espontaneamente.
Raciocínio clínico: O recém-nascido descrito encontra-se assintomático, em aleitamento exclusivo, com ganho de peso adequado, sem sinais de infecção ou comprometimento sistêmico. Portanto, resta ao pediatra reconhecer a benignidade e evitar intervenções desnecessárias.
Diretriz oficial: Segundo o Ministério da Saúde (Atenção à Saúde do Recém-Nascido – Guia para os Profissionais de Saúde, seção 3.2.2.7): “Pode ocorrer hipertrofia bilateral das glândulas mamárias decorrente de estímulo estrogênico materno. (...). Deve-se evitar a expressão das glândulas hipertrofiadas devido ao risco de contaminação e desenvolvimento de mastite, que é uma condição grave.”
Análise das alternativas:
A) Encaminhamento para cirurgia pediátrica – Incorreta. Não existe indicação cirúrgica em quadros fisiológicos e transitórios.
B) Interrupção do aleitamento materno – Errada. O aleitamento é benéfico e não influencia no desenvolvimento ou resolução da hipertrofia.
C) Biópsia – Descabida. O diagnóstico é clínico; nenhum exame invasivo é indicado.
D) Internação em UTI – Inapropriada. Só seria cogitada diante de condições de risco/agressividade sistêmica, ausentes no caso.
E) Orientação quanto à benignidade do quadro – Correta. É fundamental explicar aos responsáveis que esta situação é autolimitada, evitar manipular as mamas e manter o seguimento habitual.
Pegadinhas: Fique atento a alternativas que sugerem condutas intervencionistas desnecessárias em situações fisiológicas comuns! Destacam-se, ainda, o uso de termos como “encaminhar”, “interromper”, “internar” – que não se aplicam sem sinais de gravidade.
Resumo final: O papa principal desta questão é saber diferenciar situações fisiológicas benignas das condições que exigem intervenção. Conduta: orientação tranquila aos responsáveis e vigilância rotineira, sem realizar procedimentos invasivos ou suspender aleitamento materno.
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