O quanto antes o socorro for acionado, mais rapidamente a ví...
I- Local exato. II- Tipo de acidente. III- Descrição da ocorrência. IV- Grau de consciência da vítima. V- Informar os Primeiros Socorros que foram aplicados. Analise as proposições acima e assinale a alternativa correta:
Gabarito comentado
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Tema central: comunicação eficiente com o serviço de emergência em acidentes rodoviários. Em provas, diferencie o que deve ser dito ao acionar o socorro (para orientar o envio da equipe) do que é útil quando a equipe chega (handover do que ocorreu e do que já foi feito).
Gabarito: A — III (Descrição da ocorrência) e V (Primeiros socorros aplicados).
Justificativa clínica: No momento da chegada, a equipe avaliará diretamente a cena e o paciente (Primary Survey – ATLS). O que mais agrega é aquilo que não é imediatamente visível: uma descrição objetiva da dinâmica do evento (p.ex., colisão frontal, velocidade aproximada, uso de cinto/airbag, ejeção, capotamento, tempo decorrido) e os cuidados já realizados (compressão de hemorragia, posicionamento, imobilização cervical, RCP, uso de AED). Esse enfoque alinha-se aos handovers do tipo MIST/SBAR usados no pré-hospitalar: Mechanism (descrição da ocorrência) e Treatment (o que foi feito) devem ser transmitidos à equipe para guiar prioridades. Referências: ATLS 10ª ed.; AHA/ILCOR – BLS; protocolos SAMU/Ministério da Saúde (comunicação e passagem de plantão no APH).
Por que as demais não se aplicam aqui?
I – Local exato: é essencial ao ligar para o 192 para que a equipe chegue ao lugar correto. Porém, após a chegada, essa informação deixa de ser um “detalhe a ser informado”, pois já é conhecida in loco. Estratégia de prova: atente ao marcador temporal “quando o socorro chegar”.
II – Tipo de acidente: isoladamente (“colisão”, “atropelamento”) é pouco informativo na chegada; a banca privilegia a descrição completa da dinâmica (III), que naturalmente abrange o “tipo” com maior contexto (energia do impacto, número de veículos, ejeção, etc.).
IV – Grau de consciência: é clinicamente relevante, mas a equipe fará avaliação imediata (Escala de Glasgow, sinais vitais). O que realmente muda condutas é relatar mudanças ao longo do tempo e o que foi feito (V). Como a assertiva IV não traz essa noção de evolução, a banca não a considera entre os “detalhes” prioritários na chegada.
Pegadinha clássica: confundir o que informar na ligação (local, riscos, número de vítimas, tipo de acidente) com o que relatar na chegada da equipe (dinâmica detalhada e intervenções já realizadas). Use a regra: “na ligação, oriento a chegada; na cena, agrego o que não se vê”.
Referências: ATLS 10ª ed. (American College of Surgeons); Diretrizes AHA/ILCOR de BLS; Ministério da Saúde – Protocolos SAMU/APH; UpToDate – Prehospital trauma care overview.
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