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Q3908345 Medicina
Um homem de 62 anos, portador de diabetes melito tipo 2 há 12 anos, apresenta controle glicêmico insatisfatório apesar do uso de metformina em dose plena. Possui antecedente de infarto agudo do miocárdio há 3 anos e doença renal crônica estágio 3 (TFG estimada: 45 mL/min/1,73 m²). Considerando as evidências atuais sobre os novos antidiabéticos, qual classe farmacológica apresenta redução comprovada de mortalidade cardiovascular e progressão da doença renal, independentemente do efeito hipoglicemiante? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No DM2 com antecedente de IAM e DRC estágio 3, a escolha do antidiabético deve priorizar classes com benefício cardiovascular e renal comprovado além da redução da glicemia; pela base, isso aponta para agonistas do receptor de GLP-1 e inibidores do SGLT2, tornando a alternativa C a correta.

Tema central: Proteção cardiorrenal no DM2
Análise das alternativas
A
Errada
Sulfonilureias aumentam a secreção pancreática de insulina e reduzem glicemia, mas não são a classe com benefício cardiorrenal protetor comprovado exigido no caso. Aqui, o ponto decisivo não é apenas baixar HbA1c, e sim escolher fármaco com redução de mortalidade cardiovascular e progressão renal.
B
Errada
Inibidores da DPP-4 melhoram a glicemia ao aumentar incretinas endógenas, porém são majoritariamente neutros para grandes desfechos cardiovasculares e não apresentam benefício renal robusto comparável ao dos inibidores do SGLT2. Por isso, não atendem ao enunciado.
C
Certa
A alternativa C é a única compatível com o perfil cardiorrenal cobrado. Pelas evidências consolidadas, os agonistas do receptor de GLP-1 reduzem eventos cardiovasculares ateroscleróticos, enquanto os inibidores do SGLT2 têm benefício mais forte na redução da progressão da DRC e também em desfechos cardiovasculares, especialmente insuficiência cardíaca. Como o enunciado traz IAM prévio e DRC estágio 3, essas são as classes com benefício clínico que extrapola o simples controle glicêmico.
D
Errada
Insulina basal de longa duração pode ser necessária para controle glicêmico, mas isso não equivale a benefício comprovado de mortalidade cardiovascular e progressão renal independente do efeito hipoglicemiante. O erro é confundir melhora da glicose com proteção cardiorrenal de classe.
E
Errada
Tiazolidinedionas reduzem resistência insulínica periférica, porém não são a classe indicada por redução comprovada de mortalidade cardiovascular e progressão renal neste cenário. Além disso, podem favorecer retenção hídrica e piorar insuficiência cardíaca em pacientes suscetíveis.
Pegadinha da questão
A questão tenta induzir o erro de escolher pela capacidade de reduzir HbA1c, mas o critério real é benefício em desfechos cardiovasculares e renais. A confusão adicional está em aproximar DPP-4 de GLP-1 por ambos atuarem no eixo incretínico, embora só GLP-1 RA e SGLT2i atendam ao que foi perguntado.
Dica para questões semelhantes
  • Em DM2 com IAM prévio ou outra ASCVD, não escolha apenas pelo controle da glicemia; procure benefício cardiovascular comprovado.
  • Na presença de DRC, lembre que o benefício renal mais marcante entre os antidiabéticos modernos é dos inibidores do SGLT2.
  • Não iguale DPP-4 a agonista de GLP-1: o eixo incretínico não implica o mesmo desfecho cardiovascular.
  • Sulfonilureia, insulina e tiazolidinediona podem reduzir glicose sem preencher o critério de proteção cardiorrenal independente.

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