O tratamento da esclerose sistêmica depende do quadro clínic...
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O tema central da questão é o tratamento medicamentoso da esclerose sistêmica, uma doença autoimune que pode afetar múltiplos órgãos e sistemas. O tratamento é direcionado de acordo com o quadro clínico e o acometimento visceral.
Alternativa C: A crise renal esclerodérmica deve ser tratada preferencialmente com vasodilatadores associados ou não à corticoterapia.
Esta afirmação é INCORRETA. A crise renal esclerodérmica, uma complicação grave da esclerose sistêmica, deve ser tratada com inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como o captopril. Os vasodilatadores não são a terapia de escolha, e a corticoterapia pode piorar a condição, pois está associada a um risco aumentado de crise renal. Conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e outras referências como o Harrison’s Principles of Internal Medicine, os IECA são preferidos para controlar a hipertensão e proteger a função renal.
Alternativa A: A ciclofosfamida é a medicação de escolha no tratamento das manifestações pulmonares.
Esta afirmação está correta. A ciclofosfamida é frequentemente utilizada no tratamento da doença pulmonar intersticial associada à esclerose sistêmica, pois tem eficácia comprovada na redução da inflamação e da fibrose pulmonar.
Alternativa B: O metotrexato deve ser a primeira opção de tratamento diante das manifestações cutâneas.
Esta afirmação está correta. O metotrexato é comumente usado para tratar envolvimento cutâneo, especialmente em casos de esclerose sistêmica difusa, devido ao seu efeito imunossupressor.
Alternativa D: Os bloqueadores de canais de cálcio formam a linha terapêutica preferencial para a vasoconstrição e a vasculopatia obliterativa do fenômeno de Raynaud.
Esta afirmação está correta. Os bloqueadores de canais de cálcio, como a nifedipina, são efetivos no manejo do fenômeno de Raynaud, que é comum em pacientes com esclerose sistêmica, melhorando a circulação periférica.
Em resumo, é fundamental entender as nuances do tratamento da esclerose sistêmica, que varia conforme o órgão afetado e a gravidade dos sintomas. Estudos clínicos e diretrizes médicas são essenciais para guiar a escolha terapêutica adequada.
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