Pré-escolar, 6 anos, chega à unidade de emergência carregado...
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Tema central: A questão aborda intoxicação aguda por benzodiazepínicos em pediatria e a indicação do antídoto específico para reverter seus efeitos no contexto de urgência.
Justificativa da alternativa correta (D – Flumazenil):
A intoxicação por benzodiazepínicos, especialmente em crianças, pode cursar com rebaixamento do nível de consciência, fala arrastada (disartria), sonolência e depressão respiratória. O caso clínico estabelece forte suspeita ao associar os sintomas à presença do frasco de benzodiazepínico.
De acordo com o Manual de Toxicologia Clínica - COVISA (2017):
“Administrar antídoto Flumazenil – reverte sedação dos BZD, há melhora parcial dos efeitos respiratórios.”
O flumazenil age como antagonista competitivo dos receptores GABA-A para os quais os benzodiazepínicos se ligam, revertendo de forma rápida os efeitos sedativos. Deve-se monitorar sinais vitais e preparar-se para intervenções em caso de convulsões – risco maior com histórico epileptogênico ou ingestão mista, o que não foi relatado nesse caso.
Análise das alternativas incorretas:
A) Ketamina: É anestésico dissociativo, não atua sobre benzodiazepínicos e não é antídoto.
B) Succinilcolina: Paralisante neuromuscular, usado para intubação, jamais como antídoto de sedativos.
C) Naloxone: É antídoto de opioides, não benzodiazepínicos. Usar naloxone em intoxicação por BZD é erro frequente em provas. Dica: Sempre associe naloxone a depressão por opioides.
E) Atropina: Usada para intoxicações colinérgicas (ex: organofosforados), bradicardias—não tem papel nesses quadros.
Estratégia para provas: Atente-se ao relato preciso dos sintomas e do fármaco envolvido — questões como essa frequentemente apresentam “pegadinhas” com antídotos de classes distintas. O uso de anamnese detalhada (objeto, frasco, sintomas compatíveis) é essencial para o raciocínio.
Resumo da conduta:
- Confirmada intoxicação por BZD, administre flumazenil intravenoso (dose inicial pediátrica recomendada: 0,01 mg/kg; máximo: 0,2 mg em 15 segundos).
- Monitorização rigorosa após uso.
- Suporte respiratório e medidas gerais, conforme necessidade clínica.
Fontes de referência: Manual de Toxicologia Clínica - COVISA (2017); UpToDate; Goldfrank’s Toxicologic Emergencies.
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