Uma criança de 7 anos de idade apresenta edema de membros i...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o manejo da Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) em pediatria, enfatizando aspectos diagnósticos, etiológicos e critérios para profilaxia, exigindo conhecimento de protocolos atualizados.
Contextualização clínica: A descrição clínica (edema, ascite, febre e mal-estar em uma criança) é típica de complicação em criança hepatopata ou com síndrome nefrótica, com forte suspeita de PBE — uma das principais infecções associadas à presença de ascite.
Justificativa da alternativa incorreta (gabarito: B):
“Níveis de proteína total maior que 1 g/dL indicam PBE.”
Esta assertiva está incorreta. O diagnóstico de PBE é baseado em contagem de neutrófilos no líquido ascítico ≥ 250 células/mm³, não na quantidade de proteína total. De acordo com o MSD Manual e o “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Ascite do Ministério da Saúde”, nível proteico pode até ajudar em estratificação de risco, mas não estabelece o diagnóstico. Além disso, valores elevados de proteína total tendem a diminuir o risco de PBE, e não o contrário.
Análise das alternativas corretas:
- A) O Gradiente Albumina Soro-Ascite (GASA) < 1,1 g/dL sugere que a ascite não é decorrente de hipertensão portal, coincidindo com possíveis quadros nefrológicos, infecciosos ou inflamatórios, como pode ser observado em PBE pediátrica não relacionada à cirrose. Segundo os protocolos, esse critério é essencial para determinar a etiologia da ascite.
- C) Os principais agentes causadores em crianças são mesmo Escherichia coli e Streptococcus pneumoniae (pneumococo), conforme literatura (Harrison’s, UpToDate).
- D) Pacientes com proteína total do líquido ascítico < 1,5 g/dL apresentam maior risco de recorrência, justificando profilaxia secundária, como previsto nos consensos nacionais e internacionais sobre o tema (SBH, Ministério da Saúde, UpToDate).
Estratégias de prova: Atenção a termos como “diagnóstico”, “indica PBE” ou “critério de diagnóstico” — pegadinhas comuns! Fique atento também a distinções sutis entre fator de risco e critério diagnóstico (exemplo visto na alternativa B, que confunde os conceitos).
Portanto, a alternativa incorreta é a B.
Referências de excelência para concursos: Harrison’s Principles of Internal Medicine, “Manual de Gastropediatria da SBP”, Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde (Ascite/PBE), UpToDate.
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