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Q3795426 Medicina
 Um paciente do sexo masculino, 50 anos, diagnosticado com colite ulcerativa há 15 anos, com envolvimento extenso (pancolite) desde o início e com histórico de inflamação moderada a grave intermitente, apesar do tratamento com mesalazina e imunossupressores, está em maior risco de câncer colorretal (CCR) em comparação à população geral, devido à longa duração da doença e ao extenso envolvimento colônico. O gastroenterologista está revisando as diretrizes atuais para estabelecer um plano de vigilância a longo prazo, que deve considerar o risco individualizado do paciente e as melhores práticas de endoscopia e histopatologia. O paciente também expressa o desejo de participar ativamente das decisões sobre o seu plano de rastreamento. Considerando que os pacientes com DII permanecem em risco aumentado para CCR e morte por CCR em comparação com a população geral, qual dos seguintes elementos, referente ao manejo da neoplasia, é abordado como uma área central e de relevância clínica prática nas diretrizes de vigilância mais recentes?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: British Society of Gastroenterology guidelines on colorectal surveillance in inflammatory bowel disease, Gut, 2025: “When dysplasia is detected within the colitis segment, all patients should be reviewed at an IBD multidisciplinary team (MDT) meeting. Most dysplasia is resectable endoscopically, ideally en bloc, and subsequently most patients will receive endoscopic surveillance. Surgery is reserved for endoscopically non-resectable dysplasia, high-risk multifocal or invisible dysplasia, dysplasia with other risk factors, CRC or where surveillance is not effective or possible.” Essa diretriz trata o manejo da displasia como ponto central da vigilância em DII e afasta as alternativas que absolutizam cirurgia, biópsia aleatória ou exclusões automáticas.

Tema central: Manejo da displasia
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. A diretriz não adota biópsia aleatória a cada 5 cm como modalidade única e suficiente em todas as colonoscopias. A base afirma que biópsias não direcionadas são tema específico e, em casos de alto risco, a diretriz menciona coleta a cada 10 cm ou por segmento, em adição a biópsias direcionadas. O erro da alternativa é absolutizar uma técnica e ainda com parametrização incompatível com a base.
B
Errada
Incorreta. A exclusão de biomarcadores e de detecção assistida por IA contraria texto expresso da diretriz, que inclui entre as áreas centrais: “colonoscopic modalities, bowel preparation, biomarkers and artificial intelligence aided detection”. Logo, a alternativa erra por afirmar exclusão justamente de temas contemplados pela diretriz.
C
Errada
Incorreta. A colectomia total não é a única opção para qualquer grau de displasia. O trecho decisivo da diretriz afirma que a maioria das displasias é ressecável endoscopicamente e que a cirurgia fica reservada para hipóteses específicas, como displasia não ressecável endoscopicamente, displasia invisível ou multifocal de alto risco, CCR ou inviabilidade de vigilância. O erro é transformar exceção em regra.
D
Certa
A alternativa D está correta porque coincide com o conteúdo expresso da diretriz recente: o manejo da displasia em DII envolve avaliação obrigatória em equipe multidisciplinar e definição terapêutica conforme a lesão seja ressecável endoscopicamente ou exija cirurgia.
E
Errada
Incorreta. A base informa que as diretrizes recentes tratam início e interrupção da vigilância e estratificação de risco de forma individualizada, sem exclusão completa e automática de todos os pacientes com menos de 10 anos de diagnóstico. O erro é criar uma regra universal de exclusão que a diretriz não sustenta.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre técnica isolada de rastreio e o verdadeiro núcleo das diretrizes recentes: o manejo da displasia como processo estruturado, com MDT e decisão conforme ressecabilidade, além de induzir o candidato a erros por absolutização de biópsia aleatória ou de colectomia.
Dica para questões semelhantes
  • Se a pergunta falar em diretriz recente e “área central”, procure o eixo estrutural do manejo, não uma técnica isolada apresentada como universal.
  • Em displasia associada à DII, não trate cirurgia como automática: primeiro verifique se a diretriz condiciona a conduta à ressecabilidade endoscópica e à discussão em MDT.
  • Desconfie de alternativas com termos absolutos como “única”, “sempre”, “qualquer grau” e “exclusão automática” quando a base indicar estratificação individualizada.

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