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Q3795424 Medicina
Uma paciente de 38 anos, obesa, IMC de 32, comparece à clínica com queixas típicas de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), incluindo azia e regurgitação há 6 meses. A paciente nunca realizou endoscopia e não apresenta sintomas de alarme (como disfagia, perda de peso ou sangramento gastrointestinal). A médica realiza uma avaliação inicial e conclui que os sintomas são consistentes com DRGE não complicada. Considerando as diretrizes da American Society for Gastrointestinal Endoscopy (ASGE) para o manejo e o diagnóstico inicial da DRGE, e excluindo qualquer intervenção cirúrgica ou endoscópica, qual é a melhor conduta inicial recomendada para essa paciente? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em DRGE típica não complicada, sem sinais de alarme, a ASGE não exige EDA imediata e favorece abordagem inicial clínica; no caso, isso afasta as alternativas com endoscopia e mantém como correta a opção de medidas comportamentais associadas a IBP.

Tema central: DRGE inicial
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque indica EDA imediata para rastrear Barrett sem respaldo no perfil descrito. A base afirma que, na DRGE típica não complicada, a EDA não é rotina inicial e que o rastreamento de Barrett é seletivo. Além disso, a própria justificativa da alternativa usa como reforço idade menor que 50 anos e sexo feminino, que não fortalecem a indicação; a obesidade isoladamente não transforma esse caso em indicação automática de EDA.
B
Errada
Está errada porque, embora acerte ao não exigir EDA inicial, erra no tratamento farmacológico principal. A base é explícita ao afirmar que IBP é mais eficaz que bloqueadores H2 e constitui a terapia de primeira linha na DRGE típica persistente. Portanto, o erro médico da alternativa não é a reserva da EDA, e sim escolher bloqueador H2 como melhor conduta inicial.
C
Certa
A alternativa C é a única compatível com o cenário descrito: paciente com azia e regurgitação típicas, sem disfagia, perda de peso, sangramento ou outro sinal de alarme. Nesse contexto, a base da questão orienta manejo inicial empírico, reservando a EDA para alarme, refratariedade, complicações ou situações seletivas. Entre as opções, C é a que melhor se ajusta por combinar medidas comportamentais apropriadas para sobrepeso/obesidade e tratamento medicamentoso com IBP, que é mais eficaz que bloqueadores H2 no controle da DRGE típica.
D
Errada
Está errada porque propõe terapia endoscópica com radiofrequência como conduta inicial em DRGE não complicada, o que contraria o escalonamento terapêutico descrito na base. Procedimentos antirrefluxo não são a primeira etapa nesse cenário e o próprio enunciado exclui intervenções cirúrgicas ou endoscópicas.
E
Errada
Está errada porque afirma que a EDA é obrigatória para confirmar objetivamente a DRGE, o que contradiz diretamente a diretriz usada pela questão. A base informa que sintomas típicos sem alarme permitem abordagem clínica inicial sem confirmação endoscópica imediata. A classificação de Los Angeles só tem papel quando a endoscopia é realizada e mostra esofagite erosiva; ela não é requisito universal para diagnóstico inicial.
Pegadinha da questão
A banca misturou um fator de risco real, obesidade, com a falsa ideia de que isso por si só obriga EDA ou rastreamento imediato de Barrett, e ainda ofereceu uma alternativa parcialmente verdadeira com H2 para induzir erro contra o critério central: DRGE típica sem alarme começa com manejo clínico e IBP.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver azia e regurgitação típicas sem sinais de alarme, pense primeiro em manejo empírico clínico, não em EDA obrigatória.
  • Quando a questão pedir melhor tratamento inicial da DRGE típica, IBP supera bloqueadores H2 como escolha farmacológica.
  • Rastreamento de Barrett é seletivo; não transforme obesidade isolada ou ausência de endoscopia prévia em indicação automática de EDA.
  • Classificação endoscópica de esofagite não é pré-requisito para diagnosticar toda DRGE na apresentação típica sem alarme.

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