Na historiografia brasileira é tradicional contrastar ...
Na historiografia brasileira é tradicional contrastar a facilidade relativa da consolidação da independência do Brasil com o processo complicado de emancipação da América espanhola. Acentua-se ainda que, enquanto o Brasil permaneceu unificado, a América espanhola se fragmentou em diversas nações.
Boris Fausto. Histórica Concisa do Brasil. São Paulo: Editora Edusp, 2012, p. 78.
A propósito da independência do Brasil e do período monárquico, julgue o item a seguir.
A guerra dos cabanos, que eclodiu no Rio Grande do Sul,
entre 1832 e 1835, foi realizada em defesa da monarquia e
da religião.
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Gabarito: ERRADO
A Guerra dos Cabanos ou Cabanada foi inicialmente um movimento restaurador cujo objetivo era restituir ao trono do Brasil, o Imperador D. Pedro I, que renunciara ao posto após a morte de D. João VI. Entretanto, a revolta desenvolveu uma feição popular sob a liderança de Vicente Ferreira de Paula, caracterizando-se como uma luta anti-escravagista.
(...)
A insurreição ocorreu na região que compreende o norte de Alagoas e o sul de Pernambuco e iniciou-se entre maio e junho de 1832, com os levantes de Antônio Timóteo de Andrade, em Panelas de Miranda, no agreste pernambucano, e João Batista de Araújo, na praia de Barra Grande, hoje povoado do município de Maragogi / AL.
Fonte: http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/cabanada/
A afirmação está errada.
A Guerra dos Cabanos (ou Cabanada, 1832-1835) não ocorreu no Rio Grande do Sul (lá estava a Revolução Farroupilha), mas no norte de Alagoas e sul de Pernambuco.
- Não foi em defesa da monarquia: foi uma revolta popular contra o governo regencial, com demandas por terra, liberdade, fim do recrutamento forçado e melhores condições de vida. Embora alguns restauradores iniciais quisessem o retorno de D. Pedro I, o movimento evoluiu para uma luta social e anti-elitista.
- Não foi em defesa da religião: as motivações eram econômicas e sociais (pobreza, perda de terras, opressão), sem caráter religioso central.
Foi uma revolta popular das camadas mais pobres (negros, indígenas, camponeses), contra a opressão regencial e as elites locais, não um movimento monarquista ou religioso. A afirmação inverte o sentido e erra a localização.
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