O acompanhamento do paciente após a terapia curativa deverá...
Considere o caso descrito a seguir para responder à questão.
Um homem de 67 anos é submetido à ressecção intestinal por adenocarcinoma, de cerca de 2 cm em sua maior extensão, localizado em ângulo esplênico do cólon. O estadiamento pré-operatório incluiu tomografia de tórax e abdome, que não evidenciaram sinais de doença extracolônica.
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Tema central da questão: O acompanhamento pós-operatório do paciente submetido à ressecção curativa de câncer de cólon exige compreensão da vigilância para recidiva, neoplasia metacrônica e monitoramento por biomarcadores.
Justificativa da alternativa correta (D): Colonoscopia no primeiro ano e após cinco anos, se o primeiro exame for normal; dosagem do CEA a cada três meses, nos dois primeiros anos. Essa estratégia é coerente com as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Câncer de Cólon e Reto (Ministério da Saúde), que recomendam:
- Colonoscopia: 1º ano pós-operatório; se normal, repetir após 5 anos.
- CEA: Cada 3 meses nos primeiros 2 anos (período de maior risco de recidiva).
Essas recomendações visam identificar precocemente recidiva local ou doença metastática – situações em que a intervenção precoce pode alterar o prognóstico. A colonoscopia busca detectar pólipos residuais, lesões metacrônicas e recidiva anastomótica. A dosagem do CEA é útil porque ele tende a se elevar antes de sintomas clínicos em casos de recidiva.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Realizar CEA semestral por cinco anos é mais prolongado e menos frequente que o necessário, contrariando a ênfase no período crítico (primeiros dois anos).
- B) Colonoscopia anual é excessiva após exame inicial normal, e acompanhamento de CEA por dez anos excede o necessário.
- C) Colonoscopia anual é desnecessária se o exame de 1 ano for normal; CEA só para CEA pré-operatório elevado não está alinhado ao protocolo, pois todos os pacientes devem ser monitorados.
- E) Mantém colonoscopia anual, o que não é exigido em ausência de achados; CEA anual após dois anos não é recomendado já que a vigilância intensiva deve ser nos primeiros anos.
Destaques e estratégias de prova: O ponto-chave está em reconhecer que a vigilância intensiva é focada nos primeiros dois anos. Cuidado com alternativas que ampliam ou diminuem períodos de vigilância sem respaldo, ou propõem exames desnecessários.
Citação literal (Ministério da Saúde, p. 27): "Colonoscopia no 1º ano, repetir após 5 anos se normal. Dosar CEA a cada 3 meses, nos dois primeiros anos."
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