Um paciente de 72 anos, em bom estado geral, durante estadi...
Um paciente de 72 anos, em bom estado geral, durante estadiamento pré-operatório de adenocarcinoma gástrico de antro, é submetido à tomografia computadorizada de abdome. Esse exame evidencia duas lesões hipocaptantes de contraste, com bordos irregulares, de 2 cm e 5 cm, localizadas nos segmentos II e VII hepáticos. O restante do exame é normal.
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Tema central: A questão aborda o tratamento do adenocarcinoma gástrico com metástases hepáticas. Nesse contexto, o raciocínio clínico deve ser guiado pelo estadiamento avançado da doença (estágio IV), que determina as indicações terapêuticas baseadas em evidências e protocolos atualizados.
Justificativa da alternativa correta (D – quimioterapia paliativa): Quando há metástases hepáticas múltiplas no adenocarcinoma gástrico, estamos diante de uma doença sistêmica, sem indicação de tratamento curativo. Segundo o PCDT Adenocarcinoma de Estômago do Ministério da Saúde, "o tratamento paliativo visa a melhora da sobrevida e da qualidade de vida dos pacientes, não sendo indicada a cirurgia radical nem a ressecção das metástases" (pág. 35). A quimioterapia paliativa pode controlar sintomas, retardar a progressão e proporcionar algum ganho de sobrevida.
Análise das alternativas incorretas:
A) Quimioterapia sistêmica neoadjuvante seguida de ressecção do tumor primário e metástases: Incorreto. Não há benefício comprovado da cirurgia em doença metastática múltipla hepática. A abordagem cirúrgica é reservada para casos muito selecionados (ex. metástase única, paciente jovem), o que não se aplica aqui.
B) Quimiorradioterapia neoadjuvante e avaliação da ressecção, dependendo da resposta: Equivocado. A radioterapia neoadjuvante não é rotina em tumores gástricos metastáticos e a intenção curativa não é cabível nesta circunstância.
C) Ressecção radical do tumor primário e das metástases, seguida de quimioterapia adjuvante: Errado. Como reforçado pelo Protocolo Clínico, não há benefício na cirurgia extensa em contexto metastático múltiplo.
E) Ressecção do tumor primário, quimioterapia, ressecção das lesões hepáticas: Inadequado pelo mesmo motivo acima. Cirurgia sobre doença disseminada não modifica prognóstico e implica riscos desnecessários.
Estratégia para provas: Sempre atente ao estadiamento e às normativas oficiais. Em casos de câncer gástrico metastático, busque por alternativas que foquem em abordagem paliativa, evitando opções que sugerem tratamento curativo ou cirúrgico radical.
Resumo: O manejo do câncer gástrico com múltiplas metástases hepáticas é paliativo e quimioterapia sistêmica é o padrão recomendado pelas diretrizes. Cirurgias só têm espaço em casos restritos e muito bem selecionados.
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