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Q1645322 Medicina
Nas afecções abaixo, a possibilidade de recuperação de germes anaeróbios é MENOR em
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Tema central: Esta questão aborda a prevalência de germes anaeróbios em diferentes situações clínicas. Saber em quais quadros infecciosos a recuperação desses microrganismos é mais ou menos frequente é fundamental para direcionar o raciocínio diagnóstico e terapêutico em Medicina Infectológica e nas provas de concursos.

Justificativa da alternativa correta (A):
Na hemocultura de pacientes com bacteremia, a recuperação de germes anaeróbios é menor. Segundo o Manual de Microbiologia Clínica para o Controle de Infecção em Serviços de Saúde do Ministério da Saúde, "a prática padrão envolve principalmente frascos para aeróbios, refletindo a menor prevalência de anaeróbios em hemoculturas" (p. 54). Grandes estudos indicam que as bactérias isoladas de hemoculturas são, em sua maioria, aeróbias ou facultativas, como Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Germes anaeróbios correspondem a uma parcela minoritária nesses exames porque eles raramente conseguem entrar e sobreviver na corrente sanguínea em quantidade significativa.

Análise das alternativas incorretas:

B) Abscesso de apêndice cecal: Incidência elevada de anaeróbios. O ambiente intra-abdominal é classicamente rico em anaeróbios (ex: Bacteroides fragilis), como destacado em capítulos de infecções abdominais do Harrison’s Principles of Internal Medicine.

C) Bronquiectasias: As infecções das vias aéreas inferiores associadas a bronquiectasias frequentemente envolvem anaeróbios devido ao acúmulo de secreções e à diminuição da depuração mucociliar, especialmente em doentes com má higiene oral ou aspiração crônica.

D) Sinusites crônicas: O ambiente fechado e pobre em oxigênio dos seios paranasais cronicamente inflamados favorece o crescimento de germes anaeróbios (ex: Peptostreptococcus), como indicado em protocolos do Ministério da Saúde.

E) Abscesso cerebral não traumático: Frequentemente resulta da disseminação de infecções anaeróbias oriundas dos dentes ou ouvidos, sendo esses microrganismos comuns no material aspirado desses abscessos.

Estratégia de prova: Atenção ao local da infecção e suas características fisiológicas. Ambientes mal oxigenados favorecem os anaeróbios. A pegadinha aqui é não presumir que todo quadro infeccioso grave envolva anaeróbios: em bacteremias, os aeróbios são predominantes.

Resumo: O conhecimento clínico e as diretrizes nacionais e internacionais apontam que a coleta, isolamento e recuperação de anaeróbios é menos comum em hemoculturas do que em coleções fechadas, abscessos e áreas de difícil acesso ao oxigênio.

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A resposta correta é a alternativa A, pois a hemocultura é um exame que permite a detecção de bactérias na corrente sanguínea, e as bactérias anaeróbias são mais facilmente eliminadas pelo sistema imunológico antes de se proliferarem. Além disso, a hemocultura é um exame que é realizado em ambiente com oxigênio, o que dificulta ainda mais a sobrevivência dos germes anaeróbios. Já as outras afecções listadas (abscesso de apêndice cecal, bronquiectasias, sinusites crônicas e abscesso cerebral não traumático) são locais que possuem pouca oxigenação e permitem a sobrevivência dos germes anaeróbios.

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