A fratura descrita, segundo a classificação de Gustilo-Ander...
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Tema central: A questão aborda a classificação de Gustilo-Anderson para fraturas expostas, fundamental para o manejo do trauma ortopédico, definição de risco de infecção, abordagem cirúrgica e antibioticoprofilaxia. É uma classificação padronizada mundialmente, presente tanto nas diretrizes nacionais da SBOT quanto em literaturas de referência como o Manual de Trauma Ortopédico.
Justificativa da alternativa correta – B) II:
No caso apresentado, a lesão apresenta laceração de cerca de 3 cm e dano extenso de partes moles. De acordo com o critério de Gustilo-Anderson, temos:
- Tipo I: ferida < 1 cm, mínima contaminação e lesão de partes moles restrita.
- Tipo II: ferida entre 1 e 10 cm, sem dano massivo das partes moles, sem retalhos ou avulsões – exatamente o caso descrito.
- Tipo III: ferida > 10 cm, dano extenso de partes moles, potencial contaminação alta, ou necessidade de reparo vascular.
Portanto, pela dimensão da ferida (3 cm) e ausência de sinais de lesões gravíssimas (como perda de cobertura ou lesão vascular complexa), a classificação correta é Tipo II, como reforça a SBOT: “Feridas maiores que 1 cm, sem dano excessivo às partes moles e sem retalhos.”
Referência: Manual de Trauma Ortopédico, SBOT, p. 82-83.
Análise das alternativas incorretas:
- A) I: Incorreto. Feridas < 1 cm apenas; a descrição de 3 cm exclui esse tipo.
- C) III: Incorreto. Requer ferida > 10 cm, dano massivo, ou lesão arterial importante – não presentes no caso.
- D) IV e E) V: Pegadinha comum em provas! Não fazem parte da classificação original de Gustilo-Anderson, existindo apenas até o Tipo III (A, B, e C). Alternativas criadas para confundir.
Estratégia de prova: Atenção à dimensão da ferida e aos detalhes do enunciado. Veja que termos como “dano extenso” só remetem ao Tipo III se forem acompanhados de feridas > 10 cm, exposição óssea grave ou envolvimento vascular. Observe também quando as alternativas trazem classificações inexistentes (como IV e V).
Diretriz aplicada: Segundo a SBOT, “A correta classificação orienta o porte cirúrgico, a necessidade de cobertura, o tipo de antibioticoterapia e o prognóstico funcional.”
Resumo: Fratura exposta com ferida entre 1 e 10 cm (3 cm), sem sinais de destruição massiva de partes moles, classifica-se como Tipo II de Gustilo-Anderson.
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