Nessas condições, o grau de injúria segundo a Associação Ame...
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Tema central: O foco desta questão é o trauma esplênico em politraumatizado e suas condutas, utilizando a Classificação da AAST e o manejo baseado em estabilidade hemodinâmica.
Explanação fundamental: Em pacientes vítimas de trauma abdominal fechado, como no caso do enunciado, a avaliação criteriosa por tomografia computadorizada é essencial para determinar a gravidade da lesão. O baço, por ser órgão altamente vascularizado, pode originar quadros graves de hemorragia interna. Por isso, classificar corretamente a laceração é crucial para definir o tratamento adequado.
Segundo a American Association for the Surgery of Trauma (AAST):
- Grau II: Laceração de 1 a 3 cm no parênquima esplênico, sem envolvimento de vasos trabeculares (exatamente o achado do caso clínico).
Citação importante: “Lesões grau II: Laceração capsular de 1 a 3 cm no parênquima, sem lesão de vasos trabeculares.” (SBAIT, Tratado de Trauma, 4ª ed., 2021)
O paciente do caso apresenta estabilidade hemodinâmica: PA 130x80 mmHg, pulso 85 bpm, sem sinais de choque ou irritação peritoneal. Isso é determinante para o manejo!
Diretriz-chave: O tratamento conservador é recomendado para lesões grau II com estabilidade, incluindo monitorização rigorosa e exames de imagem seriados.
Segundo o PCDT de Trauma Abdominal do Ministério da Saúde: “Pacientes estáveis com lesão esplênica grau I a III devem ser preferencialmente manejados de forma não operatória.”
Justificativa da alternativa correta – B):
A alternativa B reflete fielmente o achado (“grau II, sem envolvimento vascular”) e a conduta (“tratamento conservador”) pautada em diretrizes nacionais e internacionais.
Análise das alternativas incorretas:
- A, C, E: Prescrevem tratamento cirúrgico sem critério, contrariando as recomendações para lesão grau II em paciente estável.
- C/D/E: Erram na classificação da gravidade da laceração, sugerindo indevidamente grau III ou IV. Não há envolvimento de vaso trabecular nem lesão >3 cm.
Pegadinhas: Fique atento a palavras-chave como “envolvimento vascular”, “profundidade” e “estabilidade”, decisivas para classificação e conduta.
Conclusão: Domine a classificação da AAST e lembre-se: só há indicação cirúrgica nas lesões extensas ou pacientes instáveis!
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Comentários
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A alternativa correta é: B) II, tratamento conservador
Justificativa:
O paciente apresenta uma laceração esplênica de 2 cm de profundidade, sem envolvimento de vaso trabecular, o que indica uma lesão de baixo grau, classificável como grau II segundo a Associação Americana de Cirurgia do Trauma (ATLS). As lacerações esplênicas de grau II geralmente envolvem lesões que atingem o parênquima esplênico sem lesionar vasos principais. Nessas situações, o tratamento inicial é conservador, com observação rigorosa, controle da dor, reposição volêmica adequada e monitoramento dos sinais vitais. A cirurgia é indicada apenas se houver complicações, como sangramento persistente ou instabilidade hemodinâmica.
Análise das alternativas incorretas:
[A] Incorreta. O grau II de laceração esplênica requer tratamento conservador, não cirurgia.
[C] Incorreta. O grau III de laceração esplênica indicaria uma lesão mais grave, que poderia necessitar de tratamento cirúrgico, o que não é o caso.
[D] Incorreta. O grau III de laceração esplênica normalmente exigiria tratamento cirúrgico, mas a lesão descrita é de grau II.
[E] Incorreta. O grau IV de laceração esplênica seria uma lesão grave, que necessitaria de tratamento cirúrgico, o que não é o caso aqui.
Em resumo:
A laceração esplênica do paciente é classificada como grau II segundo a ATLS, e o tratamento inicial mais adequado é conservador, com vigilância e monitoramento contínuo.
Pontos chave:
- Grau II de laceração esplênica corresponde a lesões de baixo grau sem envolvimento de vasos principais.
- O tratamento inicial de lesões esplênicas de grau II é conservador.
- O tratamento cirúrgico é reservado para lesões de grau mais elevado ou complicações.
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