Uma paciente de nove anos de idade queixa‐se de ...
Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
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Tema central: O caso clínico apresentado descreve uma neurite óptica bilateral em criança, condição marcada por perda visual subaguda, dor ocular exacerbada à movimentação, defeito pupilar aferente e edema de disco óptico. Saber reconhecer essa situação e diferenciar suas etiologias é fundamental em provas de concursos para Medicina, principalmente para o cargo de neurologista.
Análise da alternativa correta (A):
A etiologia da neurite óptica em crianças é geralmente pós-infecciosa viral. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), o quadro é frequentemente desencadeado por resposta autoimune pós-infecção viral ou vacinação recente: “O gatilho para essa reação imune pode ser uma doença viral ou imunização recente...” Esse entendimento é reforçado por revisões brasileiras e internacionais, situando infecções virais prévias (ex.: sarampo, caxumba, influenza) como principal fator.
Na prática clínica, é comum o relato de febre, sintomas gripais ou infecção viral dias a semanas antes da perda visual. O processo culmina numa inflamação autoimune do nervo óptico, levando a quadro bilateral em crianças.
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta. O diagnóstico não é apenas clínico. Sempre que possível, devem ser feitos exames complementares, como ressonância magnética com contraste, para investigar outras etiologias, descartar lesões do SNC e avaliar risco de evolução para doenças desmielinizantes. Provas cobram esse cuidado diferencial!
C) Errada. Discromatopsia, especialmente na cor vermelho (não verde), ocorre em até 90% dos casos, sendo bem mais frequente que 50%. O comprometimento do vermelho é marca característica da neurite óptica, citado em manuais como Adams & Victor's Principles of Neurology.
D) Incorreta. Crianças, ao contrário dos adultos, têm melhor prognóstico visual após o episódio inicial. A recuperação costuma ser significativa, enquanto adultos apresentam maior risco de sequelas e recorrência.
E) Errada. Na infância, neurite óptica bilateral e sequelas não são fatores de risco para esclerose múltipla. O risco é maior em adultos, especialmente em apresentações unilaterais. Segundo o UpToDate (2024): “O risco de progressão para esclerose múltipla após neurite óptica é consideravelmente menor em crianças, sobretudo nos casos bilaterais.”
Dica de prova: Observar idade, lateralidade e antecedente viral orienta o raciocínio diagnóstico e evita confusões com casos adultos!
Resumo final: A alternativa A reflete a principal etiologia da neurite óptica na infância, respaldada por diretrizes e literatura médica de referência.
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