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Q3221665 Odontologia
Assinale a alternativa incorreta com relação aos anestésicos orais:
Alternativas

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Vamos analisar a questão sobre anestésicos orais:

Alternativa E é a alternativa incorreta, portanto, é a resposta correta para a questão.

**Explicação:**

A bupivacaína e a mepivacaína não são os anestésicos que mais frequentemente causam parestesias mandibulares. Embora a parestesia seja um efeito colateral possível de anestésicos locais, a literatura mostra que a articaína e a prilocaína apresentam mais relatos de parestesia, especialmente em bloqueios do nervo alveolar inferior.

Analisando as outras alternativas:

Alternativa A: Prilocaína deve ser evitada em gestantes, pacientes anêmicos e pacientes com insuficiência respiratória. A prilocaína pode causar metemoglobinemia, especialmente em doses elevadas, tornando-a inadequada para esses grupos de risco.

Alternativa B: Mepivacaína deve ser evitada em gestantes e crianças. A mepivacaína não é a primeira escolha para gestantes devido ao menor índice de segurança em comparação com a lidocaína. Em crianças, deve-se ter atenção redobrada devido à menor margem de segurança.

Alternativa C: A mepivacaína 3% sem vasoconstritor é recomendada para pacientes que não podem receber vasoconstritores. Esta combinação é útil para procedimentos menos invasivos ou que não requerem anestesia prolongada, mitigando o risco associado ao uso de vasoconstritores.

Alternativa D: A lidocaína é considerada segura para gestantes e é geralmente recomendada como anestésico local para mulheres grávidas devido ao seu extenso histórico de uso e perfil de segurança favorável, segundo diretrizes como as da FDA e ADA.

Estratégia para resolução de questões:

Para resolver questões sobre anestésicos em odontologia, lembre-se de:

  • Revisar características e contraindicações dos anestésicos mais comuns.
  • Prestar atenção em grupos de risco, como gestantes, crianças e pacientes com condições médicas específicas.
  • Considerar o contexto clínico ao escolher um anestésico.

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Comentários

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Prilocaina e articaina são os anestésicos que mais causam parestesia.

GABARITO: LETRA E

A prilocaína a 4% e a articaína a 4% são os anestésicos mais associados a parestesia , basicamente do nervo lingual, após bloqueio do NAI.

Acredito que a letra B também está incorreta.

A mepivacaína é classificada como categoria C durante a gravidez, de acordo com o FDA. Isso significa que não há estudos controlados suficientes em humanos, mas pode ser utilizada quando os benefícios justificam os riscos potenciais.

A lidocaína é classificada como categoria B, portanto, mais indicada durante a gestação, mas a mepivacaína pode ser utilizada quando se deseja um anestésico sem vasoconstritor, como por exemplo em gestantes com pré-eclâmpsia.

Em relação as crianças, no livro do Malamed ele comenta que é a mepivacaína pura é o anestésico local mais utilizado em pacientes pediátricos, quando o profissional não é odontopediatra.

Articaína 4% em bloqueios regionais e Prilocaína 3% por conta do risco de metemoglobina.

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