Há falta ou ocorrência indevida do sinal de crase em:

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Q2250107 Português
A agressividade de todos nós

     Todos temos, em algum grau, tendência para comportamentos agressivos. Se os números mostram o quanto são raras as doenças que levam à agressividade extrema, os neurocientistas apresentam uma teoria estatisticamente muito mais provável para o desencadeamento da violência em pessoas aparentemente normais. Segundo o neurologista Renato Sabbatini, da Universidade Estadual de Campinas, cerca de dois terços do aprendizado humano derivam da interação social. “O cérebro nada mais é que um processador de dados que, por meio de comparações e identificações, assimila e adapta as atitudes repetidas no meio em que vivemos”, afirma. Ou seja: uma cena vista com muita freqüência, desde pequeno, leva a concluir que isso é certo, independentemente de a cena ser seu pai cometendo um delito ou sua mãe cuidando de crianças carentes.
     Renato explica, no entanto, que esse arcabouço de memória é colocado em xeque cada vez que somos confrontados com uma situação nova, desconfortável ou potencialmente perigosa. “Todos nós temos a violência entre o rol de respostas disponíveis em nosso banco de dados. Faz parte do nosso instinto de autopreservação. Diante de uma ofensa acionamos uma luta entre os estímulos que nos levam à agressão e as travas que detêm esses impulsos. São travas morais, éticas, afetivas e racionais. O importante é saber qual estímulo é capaz de ativar esse comportamento”, diz. A educação moral e os valores em que acreditamos podem conter esses rompantes. A afetividade também.
     A pressão do grupo social em que o indivíduo vive é outro fator importante para desempatar essa guerra interna de nervos. A necessidade de aceitação coletiva é muito mais efetiva nas decisões individuais do que imaginamos e pode, em situações-limite, predominar sobre qualquer mecanismo cerebral. Há essa necessidade primitiva, nos seres humanos, de serem aceitos pelos outros e se sentirem pertencentes a um grupo. Isso é tão essencial quanto alimentar-se, matar a sede ou dormir.

(Adaptado de Tatiana Bonumá. Revista Super Interessante, edição 184 , pp. 589. São Paulo: Abril, janeiro de 2003) 
falta ou ocorrência indevida do sinal de crase em:
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A questão cobra o emprego da crase na fusão da preposição a com artigo feminino e em locuções femininas cristalizadas. Pelo comando, deve-se identificar onde há falta ou uso indevido do acento grave; no item E, o padrão cobrado exige "à superfície" e "à tona", de modo que a ausência do acento torna a alternativa a única problemática.

Tema central: Emprego da crase
Análise das alternativas
A
Errada
Não há erro. Em "às teses pacifistas", a expressão "agarrar-se a" rege a preposição a, e "teses" admite artigo feminino plural, o que justifica a crase.
B
Errada
Não há erro. "À toa" é locução adverbial cristalizada com crase obrigatória, e "às vezes" também é locução adverbial feminina plural corretamente acentuada.
C
Errada
Não há erro. Em "a distância", a ausência de crase é aceitável no contexto, pois a expressão está em sentido genérico, sem determinação do substantivo.
D
Errada
Não há erro. A crase decorre da preposição exigida por "prestar atenção a" somada ao artigo feminino de "fala", resultando em "à fala". O mesmo ocorre em "dar ênfase a" + "a luta", com "à luta".
E
Certa
A alternativa E é a correta porque apresenta falta de crase em dois pontos. Em "fica à tona", trata-se de locução feminina cristalizada, com uso obrigatório do acento grave. Em "aflora logo à superfície", a solução adotada pela questão segue o padrão normativo cobrado, em que há fusão da preposição a com o artigo feminino de "superfície". Assim, a alternativa fica incorreta por ausência indevida do acento grave.
Pegadinha da questão
A banca combina casos diferentes de crase para confundir: em E, há dois erros de falta do acento grave na mesma alternativa, enquanto C pode induzir erro por causa da oscilação de "a distância", que aqui está corretamente sem crase por uso genérico.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique sempre se há preposição a exigida pela regência e se o termo seguinte admite artigo feminino; sem esses dois elementos, não há crase por fusão.
  • Memorize as locuções femininas cristalizadas cobradas com frequência, como "à toa", "às vezes" e "à tona".
  • Não generalize: nem toda sequência "a + substantivo feminino" leva crase; o contexto pode indicar uso genérico sem artigo, como em "a distância".

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Comentários

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Gabarito correto: Letra C e Letra E

Bom, esta questão é uma questão excelente para treinar o uso de crase, porém eles acabaram colocando 2 gabaritos corretos.

Vamos lá, a questão pede para nós marcarmos a alternativa em que há FALTA ou OCORÊNCIA INDEVIDA do uso de crase, vejamos:

Letra C está correta, pois quando temos a locução prepositiva " à distância de ", O USO DE CRASE FICA OBRIGATÓRIO. Lembrando que " a distância " quando for especificado também necessita do uso de crase.

c) É inútil buscar manter-se a distância da violência; ela pode comparecer a qualquer hora, sem aviso, abruptamente.

Como foi dito, " a distância da " é uma locução adverbial PREPOSICIONADA, portanto necessita de CRASE.

Letra E está correta, nessa alternativa, o uso de crase é obrigatório por conta da locução adverbial feminina, vejamos:

A pior violência é a que não aflora logo a superfície, que não fica a tona, que se gesta nos subterrâneos da nossa mente.

"a superfície" necessita de crase, já que é uma locução adverbial feminina...

"a tona" necessita de crase, já que também é uma locução adverbial feminina...

Caso você não tivesse identificado a locução feminina, poderia encontrar pela regência do verbo "ficar", já que o verbo " ficar " exige a preposição "a". ( Quem fica, fica em / a algum lugar ) Fazendo assim a união entre a preposição "A" mais o artigo "A", logo terá o uso de crase.

"Vce marcou à alternativa C" Errou! Gab correto letra E. Oi!?

Na letra C, o uso da crase em manter- se a distância da violência é facultativo, pois não está especificado. Portanto, não há falta indevida.

A alternativa D também está correta, porque não existe crase antes de verbo

Letra E

ISSO PORQUE "a" QUALQUER e pronome indefinido esta correto sem crase

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