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Q1645304 Medicina
Foi prescrito a uma mulher de 30 anos com quadro de hirsutismo intenso 400 mg/dia de espironolactona. Esta medicação pode ocasionar como efeito adverso
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Comentário do Gabarito – Espironolactona em Hirsutismo

Tema central: A questão aborda efeitos adversos da espironolactona, um diurético poupador de potássio amplamente utilizado para tratar hirsutismo em mulheres, devido à sua ação antiandrogênica. É fundamental entender a farmacologia e os principais riscos dessa medicação.

Justificativa da alternativa correta (C):

A espironolactona atua como antagonista da aldosterona nos túbulos renais, levando à retenção de potássio e à excreção de sódio. Como consequência desse mecanismo, pode ocorrer:

  • Hiperpotassemia – retenção de potássio no organismo, aumentando seu risco sérico.
  • Acidose metabólica – com a redução da secreção de hidrogênio e a retenção de cloro, favorece-se a chamada acidose metabólica hiperclorêmica.

De acordo com a bula da espironolactona e protocolos oficiais, ambos os eventos estão documentados, especialmente quando há uso prolongado, doses elevadas ou disfunção renal.

Vale citar: “Acidose metabólica hiperclorêmica reversível, usualmente em associação com hiperpotassemia, foi relatada em alguns pacientes...” (Bula Espironolactona, Eurofarma).

Portanto, a alternativa C) acidose metabólica e hiperpotassemia está correta.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) alcalose metabólica e hiperpotassemia: Espironolactona não induz alcalose metabólica; muito pelo contrário, favorece acidose.
  • B) acidose metabólica e hipopotassemia: Embora causa acidose, raramente leva à diminuição do potássio (hipopotassemia), pois é poupador desse íon.
  • D) acidose respiratória e hipopotassemia: O distúrbio ácido-base associado é metabólico, não respiratório, e não há queda de potássio.
  • E) alcalose metabólica e hipopotassemia: Padrão de outros diuréticos (tiazídicos e de alça), mas não da espironolactona.

Dicas para provas:

Observe palavras-chave como “poupador de potássio” ou “antagonista da aldosterona”. Esterre atento para não confundir com diuréticos de alça/tiazídicos, que causam justamente o oposto (alcalose metabólica e hipopotassemia). Analise se o distúrbio é metabólico ou respiratório; aqui, claramente se trata de situação metabólica.

Segundo o PCDT de SOP: “...monitorar potássio sérico, especialmente em administração prolongada ou com doses elevadas...” (Ministério da Saúde, p.21).

Resumo Final: Espironolactona, em doses elevadas, pode causar acidose metabólica e hiperpotassemia. Saber associar mecanismo de ação com efeitos adversos é fundamental para acertar questões envolvendo farmacologia clínica.

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A alternativa correta é a C, que afirma que a espironolactona pode ocasionar como efeito adverso a acidose metabólica e hiperpotassemia. A espironolactona é um diurético poupador de potássio que atua bloqueando os receptores de aldosterona nos rins, o que leva ao aumento da excreção de sódio e retenção de potássio. Esse mecanismo pode levar ao acúmulo excessivo de potássio no sangue, causando a hiperpotassemia, que pode ser fatal em casos graves. Além disso, a espironolactona pode afetar o equilíbrio ácido-base do organismo, levando à acidose metabólica, que é caracterizada pela diminuição do pH sanguíneo. Por isso, é importante monitorar os níveis de potássio e o equilíbrio ácido-base em pacientes que fazem uso desse medicamento.

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