Foi prescrito a uma mulher de 30 anos com quadro de hirsuti...
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Comentário do Gabarito – Espironolactona em Hirsutismo
Tema central: A questão aborda efeitos adversos da espironolactona, um diurético poupador de potássio amplamente utilizado para tratar hirsutismo em mulheres, devido à sua ação antiandrogênica. É fundamental entender a farmacologia e os principais riscos dessa medicação.
Justificativa da alternativa correta (C):
A espironolactona atua como antagonista da aldosterona nos túbulos renais, levando à retenção de potássio e à excreção de sódio. Como consequência desse mecanismo, pode ocorrer:
- Hiperpotassemia – retenção de potássio no organismo, aumentando seu risco sérico.
- Acidose metabólica – com a redução da secreção de hidrogênio e a retenção de cloro, favorece-se a chamada acidose metabólica hiperclorêmica.
De acordo com a bula da espironolactona e protocolos oficiais, ambos os eventos estão documentados, especialmente quando há uso prolongado, doses elevadas ou disfunção renal.
Vale citar: “Acidose metabólica hiperclorêmica reversível, usualmente em associação com hiperpotassemia, foi relatada em alguns pacientes...” (Bula Espironolactona, Eurofarma).
Portanto, a alternativa C) acidose metabólica e hiperpotassemia está correta.
Análise das alternativas incorretas:
- A) alcalose metabólica e hiperpotassemia: Espironolactona não induz alcalose metabólica; muito pelo contrário, favorece acidose.
- B) acidose metabólica e hipopotassemia: Embora causa acidose, raramente leva à diminuição do potássio (hipopotassemia), pois é poupador desse íon.
- D) acidose respiratória e hipopotassemia: O distúrbio ácido-base associado é metabólico, não respiratório, e não há queda de potássio.
- E) alcalose metabólica e hipopotassemia: Padrão de outros diuréticos (tiazídicos e de alça), mas não da espironolactona.
Dicas para provas:
Observe palavras-chave como “poupador de potássio” ou “antagonista da aldosterona”. Esterre atento para não confundir com diuréticos de alça/tiazídicos, que causam justamente o oposto (alcalose metabólica e hipopotassemia). Analise se o distúrbio é metabólico ou respiratório; aqui, claramente se trata de situação metabólica.
Segundo o PCDT de SOP: “...monitorar potássio sérico, especialmente em administração prolongada ou com doses elevadas...” (Ministério da Saúde, p.21).
Resumo Final: Espironolactona, em doses elevadas, pode causar acidose metabólica e hiperpotassemia. Saber associar mecanismo de ação com efeitos adversos é fundamental para acertar questões envolvendo farmacologia clínica.
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