Ao realizar uma oficina de convivência para pessoas idosas,...

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Q4331244 Serviço Social
Ao realizar uma oficina de convivência para pessoas idosas, o Orientador Social percebe sinais de apatia extrema, descuido com a higiene pessoal e hematomas em uma das usuárias. Diante da suspeita de violência doméstica ou negligência, o Orientador Social deve:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A apatia, o descuido com a higiene e os hematomas são sinais de suspeita, não confirmação. Como a situação deve ser tratada em contexto técnico apropriado, C é a alternativa que aciona a equipe para proteção.

Tema central: Conduta diante de suspeita de violência
Análise das alternativas
A
Errada
O confronto diante dos participantes expõe a usuária e a suspeita de violência, contrariando a exigência de tratamento reservado em contexto técnico apropriado.
B
Errada
Confunde preservação da intimidade com omissão. Evitar exposição perante o grupo não impede a comunicação protetiva aos profissionais competentes; silenciar a situação contraria os deveres de prevenção e comunicação de violações.
C
Certa
O fundamento decisivo de C é a comunicação imediata à equipe técnica para as providências de proteção e notificação cabíveis, sem exigir investigação prévia pelo Orientador Social. O registro da observação por esse profissional depende dos fluxos e das autorizações do serviço.
D
Errada
A prescrição de medicamentos não integra as atribuições socioeducativas do Orientador Social. Além disso, determinar o afastamento do convívio com os filhos não se sustenta nos fatos apresentados, que não confirmam a violência nem identificam seus responsáveis.
E
Errada
A investigação policial não integra a função socioeducativa. Exigir coleta de provas antes da comunicação também inverte o procedimento: a suspeita já justifica o acionamento técnico protetivo.
Pegadinha da questão
Apresentar o silêncio como proteção da intimidade e a coleta de provas como condição para comunicar a suspeita. Preservar a usuária não significa omitir o caso, e identificar sinais não exige confirmar a violência.
Dica para questões semelhantes
  • Diante de sinais de possível violação, acione a equipe técnica sem condicionar a comunicação à obtenção de provas.
  • Preserve a privacidade perante o grupo, mas compartilhe a situação com os profissionais competentes para proteção.
  • Respeite os limites do cargo: não substitua avaliação clínica, investigação policial ou avaliação técnica da convivência familiar.
  • Diferencie comunicação protetiva de notificação sanitária: o art. 19 atribui esta última aos serviços de saúde, não impondo isoladamente obrigação idêntica e pessoal ao Orientador Social.

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