Homem de 60 anos se queixa de dor abdominal em hipocôndrio d...
O diagnóstico, a síndrome e a conduta adequados nesse caso são, respectivamente:
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Tema central: Esta questão explora o reconhecimento clínico e a conduta frente à colangite aguda grave, síndrome infecciosa das vias biliares. Dominar sinais e sintomas clássicos — em especial da apresentação grave — e conhecer o manejo indicado são competências fundamentais para o médico clínico no contexto de emergência.
Justificativa da alternativa correta (C):
O paciente apresenta história de dor abdominal em hipocôndrio direito, febre, icterícia, hipotensão e confusão mental. Esses cinco achados compõem a Pêntade de Reynolds, manifestação de colangite aguda grave, que traduz sepse grave de origem biliar, conferindo altíssima mortalidade se não tratada rapidamente. Segundo as Diretrizes de Tóquio 2018, a presença de inflamação sistêmica, colestase e disfunção orgânica (no caso, rebaixamento do sensório e hipotensão), confirmam o diagnóstico e a gravidade.
Conduta: O tratamento deve ser imediato, com estabilização hemodinâmica (reposição volêmica e suporte de órgãos), antibioticoterapia de amplo espectro e descompressão biliar via Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) tão logo estabilidade clínica seja alcançada. A literatura (e.g. UpToDate; Harrison's) confirma que a CPRE, quando disponível, é o método preferencial para remoção do fator obstrutivo.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Colecistite; síndrome colestática; colecistectomia de urgência.
Incorreta porque não há sinais de colecistite (massa palpável, sinal de Murphy positivo em destaque ou peritonite) e a ausência de obstrução biliar pura e intensa não justificaria icterícia tão franca nem disfunção sistêmica tão grave. O manejo de colecistite aguda raramente envolve cirurgia imediata em choque séptico.
B) Colangite; tríade de Charcot; estabilização hemodinâmica e CPRE.
Incompleta: Embora seja colangite, o paciente ultrapassa a tríade clássica de Charcot (febre, dor, icterícia), exibindo sinais adicionais (hipotensão e confusão) — compondo assim a pêntade de Reynolds, que indica prognóstico pior.
D) Pancreatite; choque hipovolêmico; estabilização e ressonância de vias biliares.
Errada porque apesar da dor abdominal e vômitos, não há evidência laboratorial de pancreatite (amilase normal), nem a ressonância é prioritária frente à instabilidade; além disso, o quadro clínico e laboratorial indica insuficiência biliar obstrutiva infecciosa, não pancreatite.
Dicas de prova: Fique atento a sinais sistêmicos graves (choque, confusão) e não perca o diagnóstico de pêntade de Reynolds.
Protocolos internacionais recomendam que a instabilidade tenha prioridade sobre exames de imagem eletivos.
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