Na pesquisa do FAN (fator antinuclear), o padrão de imunoflu...
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Tema central: A questão aborda os padrões de imunofluorescência do FAN (Fator Antinuclear), exame fundamental na pesquisa de doenças autoimunes, sobretudo lúpus eritematoso sistêmico (LES), esclerose sistêmica e outras conectivopatias.
Justificativa da alternativa correta (D): O padrão nuclear pontilhado fino denso (AC-2) possui relação muito baixa com doenças autoimunes. Este padrão aparece em até 46% dos FAN positivos em indivíduos sem evidências clínicas de autoimunidade (Revista Brasileira de Análises Clínicas, Suplemento 2019). Ele se manifesta como múltiplos pontos finos e densos em todos os núcleos celulares em divisão e deve ser interpretado com cautela para evitar superdiagnóstico de autoimunidade em pessoas saudáveis.
Análise das alternativas incorretas:
A) Nuclear homogêneo: Associado principalmente a anticorpos anti-DNA dupla fita e anti-histonas. Muito relacionado ao LES e outras doenças autoimunes sistêmicas. Não é raro nesses contextos.
B) Nuclear pontilhado grosso: Caracterizado por pontos nucleares maiores. Comum em pacientes com anticorpos anti-Sm ou anti-RNP, encontrados no LES e doença mista do tecido conjuntivo, respectivamente.
C) Citoplasmático fibrilar linear: Menos frequente, mas pode aparecer em autoimunidades associadas ao fígado, como a hepatite autoimune, por anticorpos anti-actina.
Esses padrões apontam probabilidade aumentada de autoimunidade e, portanto, não são raramente associados às doenças autoimunes, ao contrário do pontilhado fino denso.
Dica de prova: Fique atento! O padrão pontilhado fino denso é um clássico exemplo de pegadinha: apesar de "fino" e "denso" parecerem marcadores de gravidade, aqui indicam benignidade. Prefira associar homogêneo, pontilhado grosso e alguns padrões citoplasmáticos às connectivopatias na prática clínica e em concursos.
Referências: Além de consensos nacionais, obras como Harrison's Principles of Internal Medicine, 20ª ed., e UpToDate destacam a importância da correta interpretação dos padrões do FAN na prática clínica, sempre em correlação com o quadro clínico do paciente.
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