Homem de 50 anos, portador de hepatopatia crônica, é admitid...

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Ano: 2022 Banca: UFV Órgão: UFV-MG Prova: UFV - 2022 - UFV-MG - Médico Clínico |
Q1932005 Medicina
Homem de 50 anos, portador de hepatopatia crônica, é admitido no hospital com confusão mental e agitação há um dia. Exame físico revela que o paciente está desorientado, ictérico, com flapping e abdome ascítico. Paracentese diagnóstica com 1.200 leucócitos e 80% de polimorfonucleares.
A conduta adequada para esse paciente é:
Alternativas

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Tema central: Trata-se de um caso de doença hepática crônica descompensada, manifestando encefalopatia hepática (EH) e peritonite bacteriana espontânea (PBE).

A identificação desses quadros é fundamental na prática clínica e frequentemente cobrada em concursos públicos, pois envolve condutas prioritárias e emergenciais.

Justificativa da Alternativa Correta (D):

O paciente apresenta sinais compatíveis com EH (confusão mental, flapping, desorientação) e diagnóstico laboratorial de PBE (líquido ascítico com >250 polimorfonucleares). Segundo o Protocolo de Tratamento de Encefalopatia Hepática da Secretaria de Saúde do DF: "a lactulose é a primeira escolha para o tratamento da EH episódica." Já para PBE, segundo o MSD Manuals e protocolo do HU-UFSC, as cefalosporinas de terceira geração (ex: cefotaxima) são o tratamento padrão inicial.

A lactulose oral atua reduzindo a absorção de amônia, melhorando a EH. A cefalosporina combate os principais agentes bacterianos causadores de PBE, condição com alta mortalidade se não tratada rapidamente.

Análise das alternativas incorretas:

A) Neomicina oral e restrição hídrica: A neomicina é antibiótico alternativo, porém mais tóxico e menos seguro que a lactulose, sendo reservada para casos refratários. Restrição hídrica só se indica em hiponatremia severa — não relatada neste caso.

B) Hidratação oral e benzodiazepínicos: Benzodiazepínicos estão contraindicados na EH porque agravam a depressão do SNC e podem precipitar coma hepático. Hidratação oral não trata os quadros infeccioso ou encefalopático.

C) Paracentese de alívio e reposição de albumina: São medidas secundárias. Paracentese de alívio é indicada para ascite volumosa, mas não trata a causa principal (EH ou PBE). Reposição de albumina pode ser feita após grandes volumes drenados, mas não é suficiente sozinha para resolver as condições clínicas do caso.

Estratégia: Sempre que o paciente cirrótico hospitalizado apresentar alteração neurológica + sinais de infecção + ascite com neutrófilos elevados, pense em EH e PBE — trate ambas imediatamente, evitando estratégias alternativas ou incompletas.

Conclusão: O protocolo correto é lactulose oral para encefalopatia, associada a cefalosporina de terceira geração para PBE. Este é padrão ouro em hepatologia e está respaldado por protocolos nacionais e internacionais.

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Comentários

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Nesse caso, a conduta adequada para o paciente é a alternativa D, que consiste em lactulose oral e cefalosporina de terceira geração. Esse paciente apresenta sintomas de encefalopatia hepática, que é uma complicação da hepatopatia crônica. A lactulose é um laxante que ajuda a diminuir a produção de amônia no intestino, que pode causar danos cerebrais em pacientes com encefalopatia hepática. A cefalosporina de terceira geração é indicada para tratar infecções bacterianas, que podem ser a causa da confusão mental e agitação desse paciente. Portanto, essa combinação de tratamentos é a mais adequada para esse caso.

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