Quando o problema clínico a ser tratado exige estimulação mo...
Gabarito comentado
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Tema central: técnica de posicionamento de eletrodos na eletroterapia (monopolar vs. bipolar) aplicada à estimulação motora (NMES/FES).
Gabarito: Errado (E)
Justificativa: Para estimulação motora de músculos inervados, a colocação bipolar (dois eletrodos de tamanho semelhante sobre o ventre muscular/pontos motores) é a mais indicada, pois promove recrutamento mais uniforme de unidades motoras, gera contrações funcionais mais eficazes com menor desconforto e menor risco cutâneo. A técnica monopolar (eletrodo ativo pequeno + dispersivo grande) concentra a densidade de corrente sob o ativo, sendo útil para aplicações focais (ex.: ponto motor isolado, tecidos-alvo pequenos, feridas, iontoforese, músculo denervado com pulsos longos), mas não é a escolha padrão para produzir contrações fortes e confortáveis em grupos musculares.
Análise crítica do enunciado:
- “Consome menor tempo”: Falso. A técnica monopolar exige localização precisa do ponto motor e ajustes finos; o tempo de preparação não é necessariamente menor que o bipolar.
- “Excita grupos específicos de músculos”: Falso/imaturo. Monopolar é mais focal (ativa fibras sob o eletrodo ativo), adequado a um músculo ou região, não a “grupos” musculares. Para grupos, usa-se múltiplos canais ou bipolar em cada músculo-alvo.
- “Provoca contrações mais fortes”: Falso. A força depende principalmente de amplitude, duração de pulso, frequência e posicionamento sobre o ponto motor. Em prática clínica, o bipolar costuma permitir contrações mais uniformes e fortes com menor desconforto, enquanto o monopolar tende a ser mais desconfortável devido à maior densidade de corrente local.
Conceitos-chave para a prova: - Monopolar: ativo pequeno + dispersivo; maior densidade de corrente; aplicações focais (iontoforese, cicatrização com HVPC, músculo denervado). - Bipolar: dois eletrodos semelhantes sobre o ventre muscular; melhor para NMES/FES de músculos inervados, fortalecimento e treino funcional.
Pegadinhas comuns: confundir “maior densidade de corrente” com “contração mais eficiente”. Densidade alta pode aumentar desconforto/risco cutâneo, não necessariamente eficácia funcional.
Referências essenciais: Robertson V et al. Electrotherapy Explained, 5ª ed.; Knight & Draper. Therapeutic Modalities; Kitchen & Bazin. Clayton’s Electrotherapy. Esses textos sustentam a preferência pelo bipolar em estimulação motora de músculos inervados e o uso monopolar em aplicações focais/tecidual-específicas.
Dica prática: Viu “grupos musculares” + “contrações fortes e confortáveis”? Pense em bipolar. Viu “alvo muito pequeno, feridas, ionto, denervado”? Considere monopolar.
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