Homem, 65 anos, apresenta hipertensão arterial sistêmica ref...

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Q4191622 Medicina
Homem, 65 anos, apresenta hipertensão arterial sistêmica refratária, apesar do uso de losartana 100 mg/dia, hidroclorotiazida 25 mg/dia, anlodipino 10 mg/dia. Apresenta boa aderência terapêutica e foram afastadas causas secundárias da hipertensão. A correta opção farmacológica nesse momento é associar:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério que define a questão é o cenário de hipertensão resistente: pressão não controlada apesar de tripla terapia padrão em doses adequadas — losartana, hidroclorotiazida e anlodipino — com boa adesão e causas secundárias afastadas. Nesse contexto, a quarta droga preferencial é um antagonista do receptor mineralocorticoide, especialmente a espironolactona.

Tema central: Hipertensão resistente
Análise das alternativas
A
Errada
Carvedilol pode reduzir a pressão arterial, mas não é a quarta droga preferencial na hipertensão resistente sem outra indicação cardiovascular dominante. O enunciado não traz insuficiência cardíaca, coronariopatia, taquiarritmia ou pós-infarto que priorizem beta-bloqueador. Aqui, o critério decisivo é a sequência terapêutica: após BRA + tiazídico + bloqueador de canal de cálcio, a classe de escolha é antagonista mineralocorticoide.
B
Errada
Hidralazina é vasodilatador direto, porém não ocupa o lugar de primeira adição rotineira nesse cenário. Na hipertensão resistente, ela fica para etapas posteriores ou situações específicas, por perfil menos favorável e maior possibilidade de reflexos compensatórios. O erro da alternativa é trocar um fármaco potente por via menos apropriada antes da espironolactona.
C
Certa
A espironolactona é a adição classicamente indicada quando a hipertensão persiste apesar do uso de losartana, hidroclorotiazida e anlodipino em doses terapêuticas, com adesão confirmada e sem causa secundária identificada. Na hipertensão resistente, essa classe é a opção preferencial antes de simpaticolíticos centrais, vasodilatadores diretos ou beta-bloqueadores sem indicação específica.
D
Errada
Clonidina também baixa a pressão, mas não é a melhor quarta droga padrão após a tríplice terapia descrita. O problema médico da alternativa é ignorar a hierarquia terapêutica e o perfil de tolerabilidade: agonista central costuma ser opção posterior ou situacional, enquanto a espironolactona é a associação preferencial na hipertensão resistente verdadeira.
E
Errada
Alfametildopa não corresponde à sequência habitual de tratamento da hipertensão resistente nesse perfil clínico. Seu uso é mais ligado a contextos específicos, e o enunciado não oferece nenhum dado que a priorize. Portanto, ela não compete com a espironolactona como quarta medicação padrão após BRA + diurético + bloqueador de canal de cálcio.
Pegadinha da questão
A banca usa o termo "refratária", mas os dados do caso correspondem ao raciocínio prático de hipertensão resistente: falha da tríplice terapia com diurético, adesão confirmada e causas secundárias afastadas. Outra armadilha é escolher qualquer anti-hipertensivo eficaz e esquecer qual é a quarta droga preferencial nesse contexto.
Dica para questões semelhantes
  • Confirme se o caso traz tríplice terapia de base com bloqueador do sistema renina-angiotensina, diurético e bloqueador de canal de cálcio em doses adequadas.
  • Boa adesão e exclusão de causas secundárias são os achados que legitimam o rótulo prático de hipertensão resistente.
  • Depois da tríplice terapia padrão com diurético incluído, pense primeiro em espironolactona antes de beta-bloqueador, clonidina ou hidralazina, salvo indicação específica não descrita.
  • Não infira hiperaldosteronismo primário apenas porque a espironolactona é a melhor escolha; o gabarito depende da sequência terapêutica, não desse diagnóstico formal.

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