Estanho, titânio, cascalho, calcário, enxofre, carvão e
petróleo são exemplos de minerais utilizados
amplamente pela sociedade atual. Estão na base das
mais avançadas tecnologias que facilitam nossas vidas,
mas, cabe lembrar, são recursos não renováveis. Sua
exploração segue desenfreada, inclusive no ambiente
marinho.
O oceano tem diferentes ecossistemas, cada um deles
com variados e abundantes recursos, e os minerais
marcam forte presença. Nas águas mais rasas da zona
costeira e da plataforma continental, os principais são o
cascalho e a areia - esta é muito utilizada para produção
de cimento ou vidro e aquele, útil na produção de
cosméticos, fertilizantes e cimentos. Em regiões
costeiras também há os ditos minerais pesados, como
ilmenita, rutilo, zircão, monazita e magnetita, todos
importantes para a produção de pigmentos e de ligas
metálicas.
Há também os evaporitos, um tipo de rocha sedimentar
formada em ambientes marinhos com pouca influência
de sedimentos de origem continental. Entre os
evaporitos, estão a halita, utilizada como sal de cozinha
e fonte de cloro e derivados; a silvita, principal fonte de
potássio para a produção de fertilizantes e fogos de
artifício; a gipsita, matéria-prima para a fabricação de
gesso; além da calcita, da anidrita e da dolomita,
presentes na fabricação de cal para argamassa. Outro
tipo de rocha sedimentar formada no ambiente marinho
em grandes profundidades (maiores que mil metros) é a
fosforita, bastante usada na produção de fertilizantes.
Formados ao longo de milhões de anos a partir da
matéria orgânica de seres vivos, os depósitos de carvão
mineral, gás natural e petróleo são importantes fontes de
energia para a sociedade. O petróleo, além de ser a
principal matriz energética na atualidade, também é
usado na fabricação de tecidos, plásticos, detergentes,
entre outros produtos.
Há, ainda, um composto energético marinho, talvez mais
abundante do que todo o petróleo e o carvão: os hidratos
de gás. São sólidos cristalinos semelhantes ao gelo,
presentes em todas as margens oceânicas abaixo dos
500 metros de profundidade. Com uma estrutura que
aprisiona gases, principalmente o metano, eles têm alto
potencial energético a ser explorado.
Em diferentes profundidades do oceano, encontram-se
também outros minerais: os nódulos polimetálicos, as
crostas cobaltíferas e os sulfetos metálicos. Os nódulos,
que contêm ferro e manganês, estão localizados sobre o
sedimento marinho entre 4 mil e 5 mil metros de
profundidade. Os sulfetos metálicos, ricos em ferro e
cobre, são encontrados em zonas relacionadas ao
vulcanismo e à expansão das placas tectônicas, a aproximadamente 3 mil metros de profundidade. As
crostas cobaltíferas, ricas em cobalto, são formadas
sobre estruturas rochosas em regiões entre 400 metros e
4 mil metros de profundidade.
O olhar sobre esses minerais é estratégico, uma vez que
são ricos em elementos usados na construção de painéis
solares, celulares, lâmpadas, ligas metálicas, vidro,
lentes dos óculos, cabos de transmissão de dados, entre
outros.
A obtenção desses e de outros recursos minerais do
oceano apresenta desafios ambientais e tecnológicos
complexos, mas que certamente não são insuperáveis.
Acontece que, se nesse movimento pela exploração, a
ganância pelo lucro prescindir do bem maior que é o
meio ambiente, pode-se considerar o comprometimento
das gerações atuais e futuras.
A diversidade biológica também é enorme nos fundos
marinhos - grande parte ainda desconhecida -, e pode
ser afetada de forma irreversível se os cuidados
necessários não forem tomados. A obtenção desses
recursos deve considerar os grandes custos envolvidos e
ser feita para gerar e compartilhar prosperidade, sem
inviabilizar a natureza.
Há quem se pergunte como contribuir para que a
exploração não ocorra desnecessariamente e de modo
predatório. Já é de grande valia uma atitude individual
que considere o consumo de forma consciente e, melhor
ainda, seria se, coletivamente, houvesse mais pressão
para que as empresas desenvolvam produtos com maior
eficiência e durabilidade, demandando menos recursos e
reciclando materiais.
Retirado e adaptado de: TOLEDO, Felipe.; BIAZON, Tássia. Recursos marinhos não
https://cienciahoje.org.br/artigo/recursos-marinhos-nao-renovaveis-vao-durar/ Acesso em 2
ago., 2022.
Considerando que as grafias das palavras têm relação,
também, com a sua significação, analise as sentenças a
seguir. Assinale a alternativa que apresenta a correta
grafia das palavras de acordo com o contexto em que
estão inseridas: