Homem, 45 anos, hipertenso em uso de losartana, apresenta se...

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Q4191619 Medicina
Homem, 45 anos, hipertenso em uso de losartana, apresenta sensação de agitação, tontura, cefaleia e palpitações após uso de cocaína inalatória. Na entrada, apresenta pressão arterial de 220 x 120 mmHg em ambos os membros superiores e frequência cardíaca de 110 bpm. Apresenta edema de papila bilateral ao exame do fundo de olho. Eletrocardiograma demonstra ritmo sinusal, sem outras alterações. A tomografia de crânio não mostra alterações. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a(s) medicação(ões) de escolha nesse momento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O quadro configura emergência hipertensiva por cocaína, pois a PA de 220 x 120 mmHg associada a papiledema indica lesão aguda de órgão-alvo. Nessa situação, a conduta deve combinar benzodiazepínico para reduzir a hiperatividade simpática e vasodilatador venoso titulável para controle pressórico imediato; por isso, entre as alternativas, a correta é a E.

Tema central: Emergência hipertensiva por cocaína
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Benzodiazepínico ajuda a atenuar a descarga simpática da cocaína, mas o caso não é apenas agitação com hipertensão reativa: há emergência hipertensiva porque existe papiledema. Nessa situação, medicação oral isolada não oferece controle pressórico imediato e monitorizado suficiente para uma lesão aguda de órgão-alvo.
B
Errada
Incorreta. Metoprolol intravenoso isolado não é medicação de escolha na intoxicação aguda por cocaína, porque o beta-bloqueio seletivo não corrige o componente alfa-adrenérgico vasoconstrictor predominante e pode deixar essa vasoconstrição sem antagonismo adequado. Além disso, não contempla o uso de sedação simpaticolítica nem de vasodilatador venoso titulável exigido pela emergência hipertensiva.
C
Errada
Incorreta. O benzodiazepínico é útil, mas a associação com metoprolol mantém o erro farmacológico central: beta-bloqueador seletivo não é droga de escolha no quadro agudo por cocaína. Também falta o anti-hipertensivo venoso apropriado para tratar a emergência hipertensiva com lesão de órgão-alvo.
D
Errada
Incorreta. O nitroprussiato é adequado para o controle pressórico rápido, mas a alternativa substitui o benzodiazepínico por metoprolol. Isso falha em abordar de modo apropriado a descarga simpática induzida pela cocaína e ainda inclui um beta-bloqueador seletivo que não é escolha adequada nesse contexto agudo.
E
Certa
A alternativa E é a única que trata simultaneamente os dois problemas centrais do caso. O benzodiazepínico atua sobre a agitação e reduz a hiperatividade simpática provocada pela cocaína, mecanismo relevante da hipertensão e da taquicardia. O nitroprussiato de sódio fornece o componente exigido pela emergência hipertensiva com papiledema: redução rápida e titulável da pressão arterial com fármaco venoso. Entre as opções dadas, é a combinação que melhor corresponde ao manejo da toxicidade simpaticomimética associada a lesão aguda de órgão-alvo.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tratar o quadro como simples hipertensão grave apesar do papiledema, e escolher metoprolol apenas porque há taquicardia, ignorando a fisiopatologia simpaticomimética da cocaína.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver PA muito elevada com papiledema, classifique como emergência hipertensiva mesmo que ECG e TC estejam sem alterações.
  • Em intoxicação por cocaína, identifique o mecanismo predominante de descarga simpática e procure benzodiazepínico como parte do tratamento.
  • Na emergência hipertensiva, priorize fármaco venoso de ação rápida e titulável; medicação oral isolada não basta quando já existe lesão de órgão-alvo.
  • Não escolha beta-bloqueador seletivo isolado para sustentar a conduta inicial em hipertensão aguda relacionada à cocaína.

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