M.E.P, 72 anos, está internado em leito de terapia intensiva...
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Comentário da Questão – Gabarito: D
Tema central: O caso descreve um paciente idoso, internado sob ventilação mecânica há mais de 48h, apresentando febre, consolidação pulmonar radiológica, secreção traqueal purulenta e alterações laboratoriais inflamatórias – critério clássico de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAVM).
Segundo as Diretrizes Brasileiras para Tratamento das Pneumonias Adquiridas no Hospital e das Associadas à Ventilação Mecânica – 2007, “o tratamento empírico inicial deve levar em conta o perfil microbiológico local e os fatores de risco, com antibioticoterapia ajustada conforme resultados dos exames microbiológicos”.
Justificativa da alternativa correta (D): A alternativa destaca corretamente o diagnóstico de PAVM e propõe um esquema que cobre agentes gram-negativos multirresistentes, como Pseudomonas spp. (polimixina, aminoglicosídeo) e, caso necessário, também MRSA (com vancomicina). Salienta-se o uso racional da vancomicina: “A Vancomicina deve ser considerada, mas pode ser excluída do esquema em caso de swab de vigilância negativo para MRSA, devido ao alto valor preditivo negativo do exame.” Essa conduta está alinhada às melhores práticas assistenciais e evita uso desnecessário de antibióticos, reduzindo resistência antimicrobiana.
Análise das alternativas incorretas:
A) Esquema inadequado para a maioria dos casos de PAVM grave, pois levofloxacino não garante cobertura para todos os patógenos multirresistentes, e a combinação com vancomicina não é considerada segura como monoterapia de amplo espectro. Não segue protocolos atuais.
B) Diagnóstico e conduta incorretos: o caso não é apenas traqueíte, mas sim um quadro clássico de pneumonia associada à ventilação. Atrasar o início da antibioticoterapia pode piorar o prognóstico.
C) O uso indiscriminado de meropenem associado a polimixina parte de uma premissa equivocada: embora micro-organismos KPC sejam importantes, não são sempre a principal causa. A escolha empírica deve considerar dados epidemiológicos locais e risco individual, evitando polimixina de início (toxicidade/neurotoxicidade).
Pontos de atenção em prova: Identifique sempre critérios clássicos de PAVM (>48h de VM, sinais sistêmicos e radiológicos); busque no enunciado o racional para uso ou não de antibióticos específicos e não se deixe guiar apenas pelo nome da droga, mas por sua adequação ao perfil microbiológico. Cuidado com alternativas que sugerem esperar para tratar ou iniciar antibioticoterapia ultrarresistente como primeira linha sem justificativa epidemiológica clara!
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