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Q4191607 Medicina
Mulher, 75 anos, tabagista, procura atendimento médico por dor torácica. Frequência cardíaca de 120 bpm e pressão arterial de 100 x 60 mmHg. Ausculta cardíaca e pulmonar normais. Eletrocardiograma mostra ritmo sinusal e supradesnivelamento do segmento ST de V1 a V4. Foi administrado AAS e clopidogrel e paciente será encaminha para a hemodinâmica em 15 minutos.
Assinale a alternativa correta sobre a administração de betabloqueador na sala de emergência para essa paciente.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No IAM com supra, betabloqueador precoce deve ser evitado quando há instabilidade hemodinâmica ou risco de choque; nesta paciente, o IAM anterior extenso (V1-V4) e a PA de 100x60 mmHg indicam reserva circulatória limítrofe, tornando inadequada a administração imediata de betabloqueador na sala de emergência.

Tema central: Betabloqueador no IAM com supra
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa correta reconhece o critério decisivo da questão: o problema não é escolher qual betabloqueador usar, e sim identificar que há contraindicação prática ao betabloqueio precoce naquele cenário. Betabloqueadores reduzem frequência cardíaca, contratilidade e pressão arterial; em paciente idosa, com IAM com supra anterior e pressão limítrofe, esse efeito pode precipitar piora hemodinâmica e aumentar risco de choque. Como a paciente já está em encaminhamento imediato para hemodinâmica, a conduta tecnicamente correta na sala de emergência é não adicionar um fármaco com potencial de reduzir ainda mais o débito circulatório.
B
Errada
Propranolol 40 mg por via oral está errado porque o erro central não é de escolha do agente, e sim de indicação. Mesmo por via oral, o betabloqueio precoce permanece inadequado diante de PA 100x60 mmHg e risco de descompensação hemodinâmica no IAM anterior agudo.
C
Errada
Atenolol 25 mg por via oral também está contraindicado no contexto descrito. Reduzir a dose não corrige o problema médico decisivo, que é a presença de pressão limítrofe e risco de choque; a inadequação é clínica, não apenas posológica.
D
Errada
Atenolol 50 mg por via oral está ainda mais incompatível com o cenário, porque mantém a mesma contraindicação do betabloqueio precoce e acrescenta maior potencial de hipotensão e bradicardia por dose mais alta em paciente com reserva hemodinâmica limítrofe.
E
Errada
Metoprolol 5 mg intravenoso lentamente é especialmente inadequado porque a via intravenosa produz efeito hemodinâmico mais rápido e pode precipitar piora da perfusão em paciente com IAM anterior agudo e PA limítrofe. No contexto de risco de choque, o betabloqueador IV precoce é a forma mais perigosa entre as opções.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre taquicardia no IAM e indicação automática de betabloqueador. A frequência de 120 bpm pode induzir à escolha de metoprolol ou atenolol, mas o dado que decide a questão é a pressão limítrofe no contexto de IAM anterior extenso e reperfusão iminente.
Dica para questões semelhantes
  • No IAM com supra, antes de pensar em betabloqueador, cheque se há estabilidade hemodinâmica real; pressão limítrofe muda a conduta.
  • Taquicardia isolada não autoriza betabloqueio se o fármaco puder reduzir débito cardíaco e piorar a perfusão.
  • Quando a questão traz IAM anterior agudo, idade avançada e PA baixa-normal, pense em risco de choque antes de escolher medicação cronotrópica negativa.
  • Se o paciente já segue para reperfusão imediata, evite intervenções na sala de emergência que possam desestabilizar hemodinamicamente.

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