Homem de 45 anos, tabagista, trabalhador rural, é admitido n...
Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão avalia o reconhecimento clínico-laboratorial e manejo terapêutico da paracoccidioidomicose com envolvimento do sistema nervoso central (SNC), doença fúngica sistêmica endêmica no Brasil, especialmente em áreas rurais.
Raciocínio diagnóstico: O paciente, homem trabalhador rural, tabagista, quadro subagudo/arrastado de sintomas respiratórios e, recentemente, manifestações neurológicas (cefaleia e convulsões), apresenta imagem pulmonar infiltrativa bilateral e lesões expansivas no cérebro. O achado de células arredondadas, paredes birrefringentes e múltiplos brotamentos no escarro é típico do Paracoccidioides. A sorologia negativa para HIV descarta imunossupressão marcante.
Justificativa da alternativa correta (D): A alternativa D (“Paracoccidioidomicose – Sulfametoxazol-trimetoprim”) é a única que relaciona corretamente o diagnóstico à terapia de escolha para casos com comprometimento do SNC.
Segundo o Ministério da Saúde:
“Sulfametoxazol-trimetoprim é a opção recomendada, inclusive para envolvimento neurológico, devendo o tratamento ser prolongado por 18-24 meses nas formas graves.”
Análise crítica das alternativas incorretas:
- A) Criptococose – Anfotericina B e flucitosina: Embora criptoocose cursa com manifestações neurológicas, os achados micológicos não condizem (não ocorre múltiplo brotamento) e o envolvimento pulmonar descrito não é típico.
- B) Paracoccidioidomicose – Itraconazol: Itraconazol é primeira escolha para formas leves/moderadas sem SNC. Para casos neurológicos, sulfametoxazol-trimetoprim penetra melhor o SNC. Esta alternativa pode ser pegadinha!
- C) Criptococose – Fluconazol: Inválida pelo mesmo motivo da alternativa A (micologia incompatível e padrão pulmonar atípico).
Estratégia para a prova: Fique atento à análise do exame micológico (múltiplos brotamentos indicam Paracoccidioides), histórico epidemiológico (trabalhador rural) e ao tratamento segundo o órgão oficial. Sempre revise as recomendações do Ministério da Saúde e lembre-se de que medicamentos que atingem o SNC são decisivos nesses casos.
Referências: Diretriz "Paracoccidioidomicose – Ministério da Saúde", Harrison’s Principles of Internal Medicine, e literatura nacional.
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