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Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o tratamento da hepatite C em adultos previamente tratados e com cirrose descompensada (Child B ou C), uma situação clínica de elevado risco, que exige criteriosa escolha terapêutica devido à gravidade hepática e limitação do uso de antivirais.
Justificativa da alternativa correta (B):
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C do Ministério da Saúde (2019), recomenda-se para esses pacientes o esquema: sofobuvir/velpatasvir, com ou sem ribavirina, por 24 semanas. Isso se deve à comprovada eficácia pangenotípica, segurança em pacientes com insuficiência hepática mais avançada e maior tempo para atingir a resposta virológica sustentada (RVS). A ribavirina pode otimizar a resposta, mas deve ser avaliada individualmente pelos riscos, incluindo anemia, especialmente em doentes com reserva hepática diminuída.
Citação do Protocolo: "Para pacientes com cirrose descompensada (Child B ou C), o esquema terapêutico recomendado é sofosbuvir/velpatasvir, com ou sem ribavirina, por 24 semanas" (PCDT Hepatite C, p. 55).
Análise das alternativas incorretas:
- A) Sofosbuvir + Glecaprevir/pibrentasvir por 16 semanas: Incorreta: Glecaprevir/pibrentasvir está contraindicado em cirrose descompensada (Child B/C), pelo alto risco de toxicidade hepática.
- C) Sofosbuvir + Daclatasvir por 12 semanas com ribavirina obrigatória: Incorreta: Esse esquema não é o preferencial em casos de cirrose descompensada, sendo reservado apenas em situações especiais e com duração e prescrição diferentes.
- D) Glecaprevir/pibrentasvir monoterapia 8 semanas: Errado: Indicação restrita a não cirróticos ou cirrose compensada (Child A). Contraindicado em descompensados.
Estratégias de prova:
Atenção ao termo “cirrose descompensada (Child B ou C)” – esse detalhe é crucial! Muitos fármacos são eficazes apenas em estágios iniciais de cirrose (pegadinha frequente). Ainda, fique atento à duração estendida do tratamento (24 semanas) nesse contexto.
Resumo: O único regime respaldado pelas diretrizes brasileiras, internacionais (AASLD, EASL) e literatura recente (Pol S et al., NEJM 2016) para esse perfil é sofobuvir/velpatasvir, com ou sem ribavirina, por 24 semanas.
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