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Q4069391 Medicina

Uma criança de 5 anos é levada ao consultório de endocrinologia pediátrica por ganho de peso excessivo nos últimos 2 anos, com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima do percentil 97 nas curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), velocidade de crescimento preservada, ausência de dismorfismos ou deficiências intelectuais e história de hábitos alimentares inadequados com sedentarismo familiar.



A abordagem inicial recomendada para essa condição é: 

Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em criança com IMC acima do percentil 97, velocidade de crescimento preservada, ausência de dismorfismos ou deficiência intelectual e presença de hábitos alimentares inadequados com sedentarismo familiar, o quadro é mais compatível com obesidade exógena multifatorial comum. Nessa situação, a abordagem inicial é intervenção em estilo de vida com participação familiar e multidisciplinar, sem investigação endócrina ou genética imediata na ausência de sinais de alerta.

Tema central: Obesidade infantil comum
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque investigação com leptina sérica e sequenciamento de MC4R não é abordagem inicial em um quadro clinicamente compatível com obesidade multifatorial comum. A base restringe investigação genética para obesidade grave de início muito precoce, hiperfagia intensa e/ou forte suspeita sindrômica ou monogênica. No caso, não há dismorfismos, deficiência intelectual nem outros marcadores que sustentem essa suspeita.
B
Certa
A alternativa B é a única compatível com o quadro típico de obesidade exógena multifatorial comum. O enunciado reúne os achados que sustentam essa conclusão: IMC acima do percentil 97, ganho ponderal progressivo, crescimento linear preservado, ausência de sinais sindrômicos e presença de hábitos alimentares inadequados com sedentarismo familiar. Nessa situação, a abordagem inicial correta é mudança de estilo de vida com alimentação saudável, atividade física, redução do sedentarismo e envolvimento da família, idealmente em contexto multidisciplinar. A ausência de sinais de alerta afasta, como primeira etapa, investigação endócrina, genética ou neuroimagem.
C
Errada
Está errada porque o enunciado não fornece o principal dado que faria suspeitar de causa endócrina como hipotireoidismo: desaceleração da velocidade de crescimento. Ao contrário, informa crescimento preservado, o que pesa contra endocrinopatia como causa inicial da obesidade. Portanto, dosar TSH e T4 livre como abordagem etiológica inicial não se sustenta neste cenário.
D
Errada
Está errada porque metformina não é tratamento empírico inicial para obesidade infantil comum em criança de 5 anos sem indicação metabólica específica descrita. Além disso, a base afirma que a primeira linha é intervenção comportamental e familiar. A proposta de restrição calórica rigorosa em pré-escolar e monitorização de glicemia capilar também não corresponde à abordagem inicial padrão desse quadro e pode desviar do manejo adequado.
E
Errada
Está errada porque ressonância de hipófise/hipotálamo exige suspeita clínica de obesidade central, com sinais neurológicos, endocrinopatias centrais, lesão prévia, alteração visual ou hiperfagia patológica sugestiva. A base é explícita em que isso não está caracterizado no enunciado. Inferir hiperfagia implícita apenas pelo ganho de peso é erro de interpretação.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre obesidade infantil comum e obesidade por causa endócrina ou genética. O dado que derruba essa armadilha é a velocidade de crescimento preservada, que aponta contra endocrinopatia como causa principal e evita pedir exames etiológicos de rotina.
Dica para questões semelhantes
  • Em criança obesa, olhe primeiro a velocidade de crescimento: se está reduzida, pense em causa endócrina; se está preservada, a hipótese inicial favorece obesidade comum.
  • Ausência de dismorfismos, deficiência intelectual e outros marcadores sindrômicos reduz a probabilidade de obesidade genética ou sindrômica como primeira hipótese.
  • Quando houver dieta inadequada e sedentarismo familiar, isso sustenta mecanismo multifatorial e reforça intervenção em estilo de vida como primeira conduta.
  • Evite escolher investigação ampla, fármaco ou neuroimagem sem sinais de alerta clínicos específicos.

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