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Q2408838 Medicina

Leia o caso a seguir para responder às questões de números 56 e 57.


R.T.B., 42 anos, GIII PII (2N) A0, IG 31 semanas e 1 dia, deu entrada ao PSO com queixas de escotomas e cefaleia occipital. Há boa movimentação fetal. PA 170 x 110 mmHg, FC 100 bpm, FR 20 irpm, tônus uterino normal. BCF 140 bpm, TV colo uterino impérvio, grosso e posterior. DU ausente. Nega perdas vaginais.

Após esse primeiro momento, chegam os seguintes resultados de exames:


Plaquetas: 140000/mm3

DHL: 670 UI/L

AST (aspartato amino trasferase): 78 UI/L

relação proteína na urina/ creatinina na urina: 0,22

PA: 150 x 95 mmHg

CTB: normal; Doppler fetal normal


Paciente refere melhora dos sintomas, porém, inicia com epigastralgia.


A partir das informações apresentadas, assinale a alternativa correspondente à conduta adequada para este momento.

Alternativas

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O tema central da questão é o manejo clínico da pré-eclâmpsia em uma gestante de 31 semanas e 1 dia. A paciente apresenta sinais que sugerem uma forma grave da condição, como hipertensão arterial severa, cefaleia, escotomas e epigastralgia, além de alterações laboratoriais compatíveis, como plaquetas de 140.000/mm3, DHL elevado (670 UI/L) e AST elevada (78 UI/L).

Justificativa para a alternativa correta (E): A conduta correta é manter o sulfato de magnésio (MgSO4) para prevenção de convulsões, prescrever corticoide para acelerar a maturidade pulmonar fetal, e repetir os exames de gravidade em 6-12 horas para monitorar a evolução do quadro. Essa abordagem é baseada nas diretrizes para manejo de pré-eclâmpsia grave, que visam controlar a pressão arterial, prevenir complicações maternas e promover a maturação fetal para permitir o parto na melhor condição possível (referência: diretrizes da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia - FIGO).

Análise das alternativas incorretas:

A - Suspender MgSO4 e encaminhar a paciente para o gastroenterologista: Esta conduta é inadequada porque a epigastralgia pode ser um sintoma de pré-eclâmpsia grave. O MgSO4 deve ser mantido para prevenir convulsões, e a avaliação por gastroenterologista não é prioritária neste contexto.

B - Suspender o MgSO4, prescrever antiácido e iniciar metildopa: Suspender o MgSO4 é um erro grave, pois ele é essencial para prevenir eclâmpsia. Metildopa não é a escolha ideal para controle agudo da PA em pré-eclâmpsia grave, e o quadro clínico é sugestivo de pré-eclâmpsia.

C - Manter o MgSO4 (apenas para neuroproteção fetal), administrar nifedipina e interromper a gestação por cesareana: Embora a cesárea possa ser indicada em alguns casos, a questão não menciona risco fetal imediato. Além disso, o MgSO4 é principalmente para proteger a mãe contra convulsões (eclâmpsia), não apenas para neuroproteção fetal.

D - Manter o MgSO4, administrar nifedipina e induzir trabalho de parto: A indução pode ser considerada, mas a prioridade é estabilizar a condição materna e fetal. A administração de corticoides antes do parto é essencial para a maturidade pulmonar fetal, o que não é mencionado nesta opção.

Ao analisar casos clínicos em exames, é crucial identificar sintomas e sinais sugestivos de condições graves, assim como aplicar diretrizes atuais para o manejo adequado. Enfatize o cuidado integral para mãe e feto ao considerar intervenções.

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