"Ao contrário de cobras venenosas, como jararacas, cascavéi...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3994773 Português
O mistério da jiboia-do-ribeira


Essa cobra é tão misteriosa que passou mais de 60 anos sem ser encontrada viva. Trata-se da jiboia-do-ribeira. Discreta e preciosa, essa serpente é tão rara e, naturalmente, camuflada que passou todo esse tempo pouco conhecida pela ciência. Ela vive no Vale do Ribeira, região no sul do estado de São Paulo. Durante pouco mais de seis décadas, tudo o que se sabia sobre ela vinha da análise de alguns animais mortos encontrados ao acaso. Mas isso começou mudar com a ajuda dos moradores da região!

Bem disfarçada


A jiboia-do-ribeira é maior até que muitos humanos adultos: pode medir até um metro e setenta centímetros! Apesar disso, ela é quase invisível na floresta, porque seus hábitos a ajudam a se esconder. Vive no alto das árvores e costuma sair para caçar ou para se reproduzir durante a noite.


Além disso, sua camuflagem é perfeita! Sua pele traz uma mistura de tons marrons e verde oliva, com losangos irregulares pretos e barriga amarela, que se confundem com os galhos e as folhas das árvores. E tem mais: ela rasteja bem devagar, o que a deixa ainda mais difícil de ser encontrada.


Sem veneno, com abraço


Ao contrário de cobras venenosas, como jararacas, cascavéis e corais-verdadeiras, a jiboia-do-ribeira não tem veneno. Para conseguir se alimentar, ela dá um "abraço apertado" em pequenos ratos e marsupiais (como os gambás) que se movem pelas copas das árvores à noite. Com um bote rápido, ela se enrola no corpo do animal até que ele pare de respirar e ela consiga comê-lo. É também desta forma que outras cobras da família das jiboias, como as sucuris e as suaçuboias, capturam suas presas.


Antes que desperte medo, vale sempre reforçar que a jiboia-do-ribeira não representa perigo para as pessoas. Ela prefere fugir a ter que se defender. Claro que, se você encontrar uma e não estiver na companhia de um especialista em cobras, o melhor é manter distância e só observar!


Parceria na proteção


Não foi por acaso que moradores do Vale do Ribeira encontraram uma jiboia-do-ribeira viva. O encontro foi resultado da parceria entre pesquisadores do Projeto Jiboia-do-Ribeira e moradores do bairro Guapiruvu, no município de Sete Barras, em São Paulo. Depois de conversas e palestras sobre a conservação da natureza e a importância dessa rara espécie, cinco moradores avistaram uma cobra diferente na estrada, e logo desconfiaram que poderia ser a tal espécie rara de que os pesquisadores tanto falavam. Acertaram em cheio! 


Desde esse encontro, os moradores passaram a ajudar os pesquisadores. Eles tiram fotos, avisam sobre encontros com animais e até participam do monitoramento na natureza com radiotransmissores. Esse trabalho conjunto entre cientistas e moradores é chamado ciência cidadã e tem sido essencial para desvendar os segredos dessa espécie.


Informação ajuda


Mesmo com tantos esforços, a jiboia-do-ribeira continua ameaçada de extinção. Ela depende de florestas bem conservadas para sobreviver, mas o desmatamento e a degradação vêm reduzindo seu hábitat. Além disso, quando as árvores não entrelaçam suas copas, as jiboias precisam descer até o chão para seguir seu caminho, e é aí que mora o perigo! As estradas que cortam a região representam risco de atropelamentos, uma das principais causas de morte da espécie nos últimos anos.


O Projeto Jiboia-do-Ribeira, em parceria com a comunidade do Vale, busca atrair cada vez mais pessoas interessadas em apoiar na conservação dessa rara serpente. Você não imagina o quanto pode ajudar contando a história do animal para seus amigos e familiares, além de sugerir que sigam o projeto Jiboia-do-Ribeira nas redes sociais.


A jiboia-do-ribeira é mais um exemplo de como a biodiversidade brasileira é única e precisa ser protegida. Assim como ela necessita das árvores para se abrigar, nós precisamos das florestas para manter a vida na Terra. Proteger a jiboia-do-ribeira é também proteger rios limpos, ar puro e um futuro mais equilibrado para todos os seres vivos.


https://chc.org.br/artigo/o-misterio-da-jiboia-do-ribeira/
"Ao contrário de cobras venenosas, como jararacas, cascavéis e corais-verdadeiras, a jiboia-do-ribeira não tem veneno."
"A jiboia-do-ribeira é maior até que muitos humanos adultos: pode medir até um metro e setenta centímetros."

Com base nas regras de acentuação dos vocábulos presentes no trecho, analise as afirmativas a seguir, marcando (V) as verdadeiras ou (F) as falsas:

(__)A palavra 'cascáveis' está grafada incorretamente, pois palavras paroxítonas formadas por ditongo aberto 'ei' não são mais acentuadas.
(__)O vocábulo 'contrário' leva acento por ser uma paroxítona terminada em ditongo crescente.
(__)Todas palavras proparoxítonas são acentuadas, por essa razão, a palavra 'centímetros' é acentuada.
(__)A palavra 'até' é acentuada, pois toda oxítona terminada em vogal é acentuada.

A sequência que preenche corretamente os parênteses é:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: B

Fundamento decisivo: “Ao contrário de cobras venenosas, como jararacas, cascavéis e corais-verdadeiras, a jiboia-do-ribeira não tem veneno.” / “A jiboia-do-ribeira é maior até que muitos humanos adultos: pode medir até um metro e setenta centímetros.” O critério decisivo é conferir a palavra realmente presente no texto e aplicar a regra correta a cada caso: 'cascavéis' é oxítona, não paroxítona; 'contrário' é paroxítona terminada em ditongo; 'centímetros' é proparoxítona; e a justificativa dada para 'até' é falsa porque não se acentuam todas as oxítonas terminadas em vogal. Isso leva à sequência F, V, V, F.

Tema central: Regras de acentuação gráfica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque marca V, V, V, V, mas a 1ª e a 4ª afirmativas são falsas. Na 1ª, há troca da palavra do texto: o trecho traz 'cascavéis', não 'cascáveis', e 'cascavéis' é oxítona, não caso de paroxítona com ditongo aberto. Na 4ª, a justificativa também falha, pois não se acentuam todas as oxítonas terminadas em vogal.
B
Certa
A alternativa B está correta porque é a única que registra a sequência F, V, V, F, exatamente a que resulta da aplicação das regras de acentuação aos vocábulos do trecho. A 1ª afirmativa é falsa porque altera o vocábulo do texto: o trecho traz 'cascavéis', e não 'cascáveis'; além disso, 'cascavéis' é oxítona com ditongo aberto tônico, de modo que não se enquadra na perda de acento das paroxítonas com ditongo aberto. A 2ª é verdadeira, pois 'contrário' é paroxítona terminada em ditongo crescente. A 3ª é verdadeira, pois 'centímetros' é proparoxítona, e todas as proparoxítonas são acentuadas. A 4ª é falsa porque a justificativa enunciada generaliza indevidamente a regra: não é toda oxítona terminada em vogal que recebe acento.
C
Errada
Está errada porque inverte o valor de afirmativas decididas por regra clara. A 2ª não é falsa: 'contrário' recebe acento por ser paroxítona terminada em ditongo crescente. A 3ª também não é falsa: 'centímetros' é proparoxítona, e toda proparoxítona é acentuada. Além disso, a 4ª não é verdadeira, porque sua justificativa generaliza incorretamente a regra das oxítonas.
D
Errada
Está errada porque traz F, F, V, F, mas a 2ª afirmativa é verdadeira. O vocábulo 'contrário' é paroxítona terminada em ditongo crescente, fundamento suficiente para sua acentuação. Portanto, a sequência correta não pode ter F no segundo item.
Pegadinha da questão
A banca mistura regra verdadeira com formulação enganosa: na 1ª afirmativa, troca 'cascavéis' por 'cascáveis' e tenta fazer o candidato aplicar a regra das paroxítonas a uma oxítona; na 4ª, usa uma generalização falsa ao dizer que toda oxítona terminada em vogal é acentuada.
Dica para questões semelhantes
  • Confira primeiro se a afirmativa reproduz exatamente o vocábulo do texto antes de aplicar a regra.
  • Classifique a palavra quanto à tonicidade antes de decidir sobre o acento; a regra muda se ela for oxítona, paroxítona ou proparoxítona.
  • Desconfie de justificativas com 'toda' quando a regra normativa tem terminações específicas.
  • Em acentuação, não basta a palavra estar acentuada; é preciso verificar se a explicação dada para esse acento é a correta.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo