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Q4232850 Educação Física
Em uma turma do 9º ano, o professor observa que as aulas de futsal reproduzem o modelo esportivo institucionalizado: os estudantes mais habilidosos controlam o jogo, alguns colegas participam pouco e as decisões sobre regras e organização permanecem concentradas no professor. Pretendendo desenvolver uma prática coerente com a abordagem crítico-emancipatória, o professor deverá prioritariamente:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O enunciado descreve uma aula de futsal com exclusão de parte da turma, centralização das decisões no professor e reprodução da lógica esportiva institucionalizada. Como a abordagem crítico-emancipatória exige problematizar essa prática e reconstruí-la com os estudantes, a alternativa correta é a E.

Tema central: abordagem crítico-emancipatória
Análise das alternativas
A
Errada
O rodízio entre posições enfrenta apenas um efeito parcial da exclusão, mas mantém as regras oficiais e a estrutura esportiva institucionalizada como referência central. Falta problematização coletiva da prática e construção autônoma de novas formas de jogar.
B
Errada
A proposta recoloca a aula numa lógica tecnicista e analítica, pois condiciona o jogo coletivo ao alcance prévio de um padrão mínimo de fundamentos. Isso prioriza rendimento técnico e controle pedagógico, não emancipação nem reconstrução coletiva da prática.
C
Errada
A alternativa traz crítica teórica ao esporte institucionalizado, o que por si só não basta. O problema não é abordar a história social do futsal, mas ficar apenas no plano explicativo, sem reconfigurar concretamente a prática nem compartilhar as decisões do jogo.
D
Errada
A ausência de intervenção não enfrenta o problema descrito; tende a conservar a hegemonia dos mais habilidosos e a baixa participação dos demais. Espontaneísmo não equivale a emancipação, porque a mediação crítica do professor é necessária para reorganizar a lógica excludente já instalada.
E
Certa
A alternativa E está correta porque corresponde ao núcleo da abordagem crítico-emancipatória no jogo escolar: não apenas identificar a exclusão produzida pelo modelo esportivo institucionalizado, mas intervir para transformar a própria prática. Isso envolve problematizar com a turma as limitações do modo de jogar, abrir decisões sobre regras e organização aos estudantes e reconstruir coletivamente formas de participação que ampliem autonomia e emancipação. Além disso, responde diretamente ao problema descrito no enunciado, em que o professor concentrava as decisões e alguns alunos participavam pouco.
Pegadinha da questão
A confusão central era tomar como suficiente algo que não altera a lógica da prática: ou a crítica apenas discursiva ao esporte, ou uma inclusão só formal por rodízio, ou ainda a não intervenção em nome da autonomia. A abordagem crítico-emancipatória pede mediação crítica com transformação coletiva do jogo.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado mostra exclusão, passividade e decisões concentradas, a resposta compatível com a abordagem crítico-emancipatória deve alterar a estrutura da prática, não apenas administrar seus efeitos.
  • Diferencie reflexão sobre o esporte de transformação pedagógica do jogo: falar criticamente sobre o fenômeno não substitui reorganizar regras, participação e decisões com a turma.
  • Autonomia discente, nessa perspectiva, não é ausência de professor; é abertura de decisões e reconstrução coletiva da prática com mediação crítica.
  • Inclusão efetiva não se reduz a rodízio ou exposição formal a funções; exige ampliar participação real e coautoria na organização do jogo.

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