A órtese indicada deve permitir a livre movimentação carpome...

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Q227996 Fisioterapia
Um paciente que apresenta quadro de rizartrose pode desenvolver, ao longo do tempo, diversas limitações funcionais.
Considerando o uso de órtese como uma das medidas terapêuticas indicadas com o objetivo de proteger o segmento envolvido, julgue os itens a seguir.

A órtese indicada deve permitir a livre movimentação carpometacarpiana de todos os dedos, porém deve estabilizar as articulações metatarsofalangianas
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Rizartrose (osteoartrite trapézio–metacarpal, CMC-1) do polegar e a indicação correta de órtese para proteção articular e alívio de dor.

Gabarito: E (errado)

Por quê? Em rizartrose, a órtese deve estabilizar a articulação CMC-1 do polegar (base do polegar), posicionando-o em abdução palmar/oposição para reduzir cisalhamento e compressão. As órteses mais usadas são a short thumb spica (curta tipo “oponente”), que imobiliza CMC-1, frequentemente permite o movimento da interfalângica (IF) do polegar e dos demais dedos, e pode incluir a metacarpofalângica (MCF) do polegar se houver hiperextensão. O enunciado pede o oposto: “permitir livre movimentação carpometacarpiana” (inclusive do polegar) e “estabilizar as metatarsofalangianas” — que são articulações do , não da mão. Portanto, conceitualmente incorreto.

Pontos-chave para acertar em prova

  • Rizartrose = CMC-1 do polegar. O alvo da órtese é a trapeziometacarpal, não as metatarsofalângicas (pé) nem, primariamente, as MCF dos outros dedos.
  • Termos anatômicos: metacarpo (mão) x metatarso (pé). Essa troca é uma pegadinha comum.
  • Órtese correta: estabiliza CMC-1; pode incluir MCF do polegar; mantém IF do polegar e dedos livres quando possível.

Evidências e diretrizes: EULAR 2018/2019 e OARSI recomendam órteses para osteoartrite da base do polegar para redução de dor e melhora funcional. Revisões (Cochrane) e UpToDate apontam benefício de órteses tipo thumb spica (noturno ou uso intermitente) no controle de sintomas.

Diagnóstico resumido (contexto): dor na base do polegar, pior à pinça, deformidade em “Z”, teste de grind positivo, redução de força de pinça; radiografia com estreitamento articular/osteófitos (classificação de Eaton-Littler).

Conduta complementar: educação, exercícios de estabilização do polegar e treino de pinça funcional, AINEs tópicos, terapia manual suave, infiltração corticoide em casos selecionados; cirurgia (p.ex., trapeziectomia) em falha conservadora (EULAR/UpToDate).

Análise das alternativas

  • C (certo): Incorreta. Propõe manter livre a CMC (inclusive a do polegar) e estabilizar “metatarsofalangianas” (pé). Vai contra o princípio terapêutico da rizartrose e erra a região anatômica.
  • E (errado): Correta segundo o gabarito. O item está errado porque a órtese deve imobilizar a CMC-1 do polegar e não tem indicação de estabilizar articulações do pé.

Referências essenciais: EULAR recommendations for hand OA (2018/2019); OARSI guideline for hand OA; UpToDate: Management of osteoarthritis of the first CMC joint; AAOS OrthoInfo.

Dica final: leu “metatarso” em questão de mão? Alerta de pegadinha. Em rizartrose, pense sempre em CMC-1 estabilizada com órtese tipo thumb spica.

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