Ao analisar a oração, “(...) ao chegar à maturidade(...)" é ...

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A MÁGICA DA EDUCAÇÃO
Educar-se é a precondição para que o trabalho seja uma escola 

Quase todos entendem: Os mais educados ganham mais. Por que será? O que a escola terá enfiado na cabeça do aluno, mudando sua forma de trabalhar - ou de se comportar como cidadão? Os números mostram claramente: quanto mais anos de escolaridade, maior o nível de renda. Que outras dúvidas haveria para demonstrar o poder da educação?
Isso é fácil de entender, pois aprendem-se na escola coisas que podemos usar no primeiro dia de trabalho. De fato, aprendem-se habilidades que o mercado valoriza e pelas quais está disposto a pagar, como ler, escrever, receber instruções por escrito e muito mais. A escolaridade permite decifrar um orçamento e entender um manual de instruções. Quem sabe fazer essas coisas ganha mais, pois é mais produtivo para a empresa. E, como os economistas demonstram de forma persuasiva, se alguém recebe salários maiores é porque produz mais. Mas os números contêm uma charada. Com o passar do tempo, vamos esquecendo o que aprendemos na escola. Alguns conhecimentos mal duram até o dia da prova.
Ao começarmos a trabalhar, usamos o que nos ensinou a escola. No ano seguinte, já teremos esquecido muito do que nos foi ensinado. Sendo assim, diria a lógica, se ganhamos pelo que aprendemos na escola, ao irmos esquecendo, nosso salário deveria diminuir. Mas é exatamente o oposto. Os analfabetos se aposentam praticamente com o mesmo salário inicial. Para quem estudou, em vez de caírem, os salários sobem ao longo da vida profissional. E não é só isso: sobem mais quanto mais escolaridade se consegue acumular. Mas não voltamos à escola, não nos ensinaram nada de novo que pudesse ser remunerado. Ainda assim, sobem os salários.
Por que será? Diante de uma situação de trabalho, o analfabeto não consegue encontrar uma maneira melhor de lidar com ela. Portanto, continua fazendo sempre o mesmo. Já quem passou pela escola adquiriu formas de pensar e agir que permitem decifrar as situações de trabalho e lidar criativamente com os desafios que aparecem. Amadurece seu julgamento, toma melhores decisões e aprende formas mais eficazes de trabalhar. Além disso, alcança uma compreensão mais ampla do mundo. Enfim, adquire um equipamento intelectual que lhe permite transformar a experiência de trabalho em produtividade. Usando uma expressão comum aprender a aprender.
Portanto, quanto mais aprendemos na escola, mais somos capazes dessa conversão de experiência em aprendizado. O equipamento para lidar criativamente e aprender com o mundo do trabalho torna-se mais poderoso. Com um diploma superior, ao chegar à maturidade, um indivíduo ganha três vezes seu salário inicial. Os números são claros: a capacidade de aprender a aprender dos mais escolarizados vale mais que os conhecimentos úteis que possuíam no primeiro dia de trabalho. A educação consiste em equipar as pessoas para aprender a fazer coisas que não foram ensinadas na escola. O trabalho é uma grande escola, mas somente para quem estudou. No fundo, os conhecimentos incluídos nos currículos valem menos por sua utilidade intrínseca e mais pela oportunidade de exercitar nosso raciocínio, ao lidarmos com eles.

(CASTRO, Cláudio de Moura. Revista Veja, 6 de AGOSTO, 2018. p. 73)



Ao analisar a oração, “(...) ao chegar à maturidade(...)" é inadequado afirmar:
Alternativas

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Para resolver a questão apresentada, vamos analisar cada alternativa em relação ao uso da crase e ao contexto fornecido pela oração "ao chegar à maturidade".

Tema gramatical: A questão aborda o uso da crase, identificando se está correta a fusão entre preposição e artigo.

Agora, vamos comentar as alternativas:

A - O verbo chegar é intransitivo.
O verbo "chegar" é, de fato, intransitivo, mas exige uma preposição para indicar destino ou direção. Portanto, a frase está correta ao usar a preposição "a" para introduzir o destino.

B - O acento grave assinala a fusão de “a” (preposição) e “a” (artigo).
Esta afirmação está correta. A crase ocorre pela fusão da preposição "a" com o artigo definido feminino "a", resultando em "à". Na expressão "à maturidade", a preposição é exigida pelo verbo "chegar" e o artigo definido acompanha o substantivo "maturidade".

C - A preposição “a” poderia ser substituída por "em + a" = na.
Aqui está o erro. O verbo "chegar" não admite a substituição da preposição "a" por "em". Portanto, a afirmação é inadequada. A expressão "chegar à maturidade" não é equivalente a "chegar na maturidade", já que isso não respeita a regência do verbo.

D - "à maturidade" é adjunto adverbial.
Esta alternativa está correta. "À maturidade" funciona como um adjunto adverbial de lugar, indicando o destino em relação ao verbo "chegar".

A alternativa correta é a letra C porque apresenta uma afirmação inadequada sobre o uso da preposição e a combinação com o artigo, contrariando a regência do verbo "chegar".

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Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

GABARITO: LETRA C

 Ao chegar à maturidade >>> Cuidado, a questão pede uma alternativa incorreta.

a) verbo chegar é intransitivo. à maturidade é adjunto adverbial.

b) acento grave "crase" = a(preposição regida pelo verbo chegar), quem chega, chega A + A(artigo) maturidade.

c) quem chega, chega A e não Na, logo está incorreto.

d) à maturidade >>> adjunto adverbial de lugar.

Força, guerreiros(as)!!

Resposta: alternativa c

 

Questão tem duas alternativas incorretas, são elas a alternativa a e c, isso porque o verbo chegar é transitivo indireto, rege a preposição a: "Quem chega, chega a algum lugar"

A alternativa b está correta, pois chegar rege a preposição "a", e maturidade é uma palavra feminina que aceita artigo antes. 

A alternativa d está correta, pois "à maturidade" está relacionado com o verbo e não com um nome.

GAB: C

Boa explicação em texto sobre a regência do verbo chegar:

https://www.conjugacao.com.br/regencia-do-verbo-chegar/

Comentário editado!

O verbo "chegar" sempre será INTRANSITIVO. Ocorre que, em alguns casos, como o da questão, ele será um VERBO INTRANSITIVO ADVERBIADO, exigindo, assim, preposição:

“(...) ao chegar à maturidade(...)"

Quem chega, chega A algum lugar.

O verbo chegar, aqui, estabelece regência com a preposição "a" por indicar o ato de se aproximar de um lugar para onde se foi. CUIDADO PARA NÃO CONFUNDI-LO COM VERBO TRANSITIVO INDIRETO (como eu costumava fazer).

No caso de VTI, o verbo exige preposição para conectá-lo ao seu complemento (OI).

Já no caso de VI adverbiado, o verbo exige preposição para conectá-lo ao seu adjunto adverbial de lugar.

Aos colegas que colocam o gabarito meu muito obrigada, me ajudam muito.

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