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Q978872 Português
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A MÁGICA DA EDUCAÇÃO
Educar-se é a precondição para que o trabalho seja uma escola 

Quase todos entendem: Os mais educados ganham mais. Por que será? O que a escola terá enfiado na cabeça do aluno, mudando sua forma de trabalhar - ou de se comportar como cidadão? Os números mostram claramente: quanto mais anos de escolaridade, maior o nível de renda. Que outras dúvidas haveria para demonstrar o poder da educação?
Isso é fácil de entender, pois aprendem-se na escola coisas que podemos usar no primeiro dia de trabalho. De fato, aprendem-se habilidades que o mercado valoriza e pelas quais está disposto a pagar, como ler, escrever, receber instruções por escrito e muito mais. A escolaridade permite decifrar um orçamento e entender um manual de instruções. Quem sabe fazer essas coisas ganha mais, pois é mais produtivo para a empresa. E, como os economistas demonstram de forma persuasiva, se alguém recebe salários maiores é porque produz mais. Mas os números contêm uma charada. Com o passar do tempo, vamos esquecendo o que aprendemos na escola. Alguns conhecimentos mal duram até o dia da prova.
Ao começarmos a trabalhar, usamos o que nos ensinou a escola. No ano seguinte, já teremos esquecido muito do que nos foi ensinado. Sendo assim, diria a lógica, se ganhamos pelo que aprendemos na escola, ao irmos esquecendo, nosso salário deveria diminuir. Mas é exatamente o oposto. Os analfabetos se aposentam praticamente com o mesmo salário inicial. Para quem estudou, em vez de caírem, os salários sobem ao longo da vida profissional. E não é só isso: sobem mais quanto mais escolaridade se consegue acumular. Mas não voltamos à escola, não nos ensinaram nada de novo que pudesse ser remunerado. Ainda assim, sobem os salários.
Por que será? Diante de uma situação de trabalho, o analfabeto não consegue encontrar uma maneira melhor de lidar com ela. Portanto, continua fazendo sempre o mesmo. Já quem passou pela escola adquiriu formas de pensar e agir que permitem decifrar as situações de trabalho e lidar criativamente com os desafios que aparecem. Amadurece seu julgamento, toma melhores decisões e aprende formas mais eficazes de trabalhar. Além disso, alcança uma compreensão mais ampla do mundo. Enfim, adquire um equipamento intelectual que lhe permite transformar a experiência de trabalho em produtividade. Usando uma expressão comum aprender a aprender.
Portanto, quanto mais aprendemos na escola, mais somos capazes dessa conversão de experiência em aprendizado. O equipamento para lidar criativamente e aprender com o mundo do trabalho torna-se mais poderoso. Com um diploma superior, ao chegar à maturidade, um indivíduo ganha três vezes seu salário inicial. Os números são claros: a capacidade de aprender a aprender dos mais escolarizados vale mais que os conhecimentos úteis que possuíam no primeiro dia de trabalho. A educação consiste em equipar as pessoas para aprender a fazer coisas que não foram ensinadas na escola. O trabalho é uma grande escola, mas somente para quem estudou. No fundo, os conhecimentos incluídos nos currículos valem menos por sua utilidade intrínseca e mais pela oportunidade de exercitar nosso raciocínio, ao lidarmos com eles.

(CASTRO, Cláudio de Moura. Revista Veja, 6 de AGOSTO, 2018. p. 73)



Marque a alternativa que identifica o antecedente do pronome relativo que, em: “(...) não nos ensinaram nada de novo que pudesse ser remunerado.”:
Alternativas

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Vamos analisar a questão apresentada, que envolve um tema gramatical: pronome relativo. O objetivo é identificar o antecedente do pronome "que" na frase: "não nos ensinaram nada de novo que pudesse ser remunerado".

O pronome relativo "que" é utilizado para retomar um termo já mencionado na oração. Nesse contexto, estamos buscando o termo que "que" está substituindo ou ao qual está se referindo.

Vamos examinar as alternativas:

  • A - de novo: Esta alternativa está incorreta porque "de novo" é uma expressão que não está sendo diretamente substituída pelo pronome "que".
  • B - nada: Esta é a alternativa correta. O pronome "que" se refere a "nada", pois a frase completa sugere que não aprenderam nada novo que pudesse ser remunerado.
  • C - ensinaram: Esta opção está errada. "Ensinaram" é um verbo, e o pronome relativo "que" não retoma verbos, mas sim substantivos ou pronomes.
  • D - pudesse: Também é uma escolha incorreta. "Pudesse" é um verbo, e como mencionado, o "que" não retoma verbos.

De acordo com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, o pronome relativo "que" é usado para conectar orações ou frases, e seu antecedente em uma oração é geralmente um substantivo ou pronome que precede o "que". Neste caso, "nada" é o termo que antecede o pronome.

Para interpretar corretamente questões como estas, uma dica é procurar o substantivo ou pronome mais próximo do "que", e verificar se faz sentido no contexto da frase. Além disso, treinar o reconhecimento de pronomes relativos e seus antecedentes ajuda a reforçar essa habilidade.

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Comentários

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GABARITO: LETRA B

“(...) não nos ensinaram nada de novo que pudesse ser remunerado.” >>> pronome relativo, retomando o núcleo do objeto direto "nada."

Força, guerreiros(as)!!

Pronomes relativos retomam termos antecedentes, de valor substantivo. No caso, retoma o antecedente "nada".

Nada de novo que pudesse ser remunerado. Nada que pudesse ser remunerado.

Gabarito:B

GAB BBBBBBBBBBBBB

não nos ensinaram nada de novo que pudesse ser remunerado

NADA pudesse ser remunerado.

QUE retoma NADA

"De novo" seria classificado sintaticamente como? Complemento Nominal?

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