"Suprimida a voz popular e escondidas as contradições do pa...
(VIEIRA, Evaldo. A República Brasileira, 1964-1984. Editora Moderna. São Paulo, 1985. P. 33.)
"Militar entra com ação para tentar impedir Comissão da Verdade Brasília - Integrante do núcleo de oficiais do DOI-CODI de São Paulo no início dos anos 70 e apontado em listas de vítimas da ditadura como um torturador daquele período, o coronel reformado Pedro Ivo Moézia de Lima entrou com ação popular na Justiça Federal de Brasília para impedir a criação da Comissão da Verdade, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em novembro de 2011. É a primeira ação judicial com intuito de barrar a criação do grupo, que terá o poder de investigar casos de violação de direitos humanos ocorridos durante a ditadura, mas não de puni-los."
(Jornal O Globo, 12 de dezembro de 2011)
Enquanto o fragmento de texto descreve a conjuntura desfavorável aos setores oposicionistas brasileiros, no momento em que se iniciava o auge da repressão militar, a reportagem do jornal retrata a preocupação de setores que atuaram em defesa da ditadura militar brasileira, que se estendeu de 1964 até 1985, quanto à possibilidade de serem levados a julgamento, como o ocorrido na Argentina em seu processo de redemocratização.
Um dos fatores que teriam contribuído para a ação "bem sucedida" dos governos militares, no período compreendido entre 1969 e 1975, conseguindo reprimir e eliminar os setores oposicionistas que optaram pela luta armada contra o regime foi: