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Q3884663 Enfermagem
Durante o atendimento em uma unidade básica de saúde, um paciente adulto procurou o serviço referindo mal-estar, náuseas, colúria e icterícia recente. Ele também relatou histórico de uso compartilhado de seringas no passado e informou que abandonou o acompanhamento clínico para hepatite viral após melhora inicial dos sintomas. Considerando as hepatites virais de importância em saúde pública e as atribuições do técnico de enfermagem, a conduta correta no manejo desse caso inclui:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que suspeita ou histórico de hepatite viral com relevância epidemiológica, diante de icterícia, colúria, náuseas e antecedente de compartilhamento de seringas, exige seguimento assistencial e vigilância em saúde; entre as alternativas, apenas a A contempla comunicação à equipe, orientação, retomada do acompanhamento e notificação conforme normatização.

Tema central: Manejo de hepatites virais
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque reúne as medidas compatíveis com o manejo inicial seguro e com a responsabilidade sanitária diante de possível hepatite viral na atenção básica. O quadro clínico é sugestivo de acometimento hepático inflamatório, há fator de risco parenteral relevante e houve abandono prévio do seguimento. Nessa situação, a melhora sintomática anterior não encerra investigação nem acompanhamento. A conduta tecnicamente adequada é inserir novamente o paciente no fluxo assistencial, comunicar a equipe, orientar sobre formas de transmissão e proceder à notificação compulsória conforme a rotina de vigilância.
B
Errada
Está errada por dois motivos objetivos. Primeiro, não existe vacina para hepatite C, então propor esquema vacinal para HCV é tecnicamente incorreto. Segundo, um paciente com icterícia, colúria e fator de risco por uso compartilhado de seringas não pode ter o acompanhamento clínico dispensado apenas porque não houve agravamento; hepatites virais exigem seguimento.
C
Errada
Está errada porque melhora clínica não comprova cura da infecção nem autoriza suspender o acompanhamento. Hepatites virais podem persistir ou cronificar sem que a remissão dos sintomas signifique eliminação viral, por isso a conduta proposta falha no seguimento clínico e na vigilância.
D
Errada
Está errada porque suspeita de hepatite viral não justifica restringir atendimento até confirmação diagnóstica. A prevenção de transmissão ocupacional se baseia em precauções-padrão para todos os pacientes, e não em negar ou postergar assistência. O erro aqui é de biossegurança e de organização assistencial.
Pegadinha da questão
A banca explora três confusões frequentes: achar que existe vacina para hepatite C, tomar melhora dos sintomas como cura e confundir biossegurança com restrição de atendimento.
Dica para questões semelhantes
  • Em hepatite viral suspeita ou prévia, melhora clínica isolada não autoriza encerrar seguimento.
  • Se a alternativa propõe vacina para hepatite C, ela está errada.
  • Em agravos infecciosos de relevância sanitária, procure a opção que associe cuidado assistencial, orientação e vigilância em saúde.
  • Risco ocupacional se enfrenta com precauções-padrão, não com recusa ou restrição do atendimento.

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