Um paciente adulto com tuberculose pulmonar sensível aos f...

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Q3884659 Enfermagem
Um paciente adulto com tuberculose pulmonar sensível aos fármacos iniciou tratamento com esquema básico e realizou tratamento diretamente observado (TDO) nas primeiras semanas. Após utilizar regularmente a medicação por 20 dias, interrompeu o comparecimento à unidade de saúde por 18 dias consecutivos, retornando, espontaneamente, assintomático, solicitando continuidade do tratamento. Diante dessa situação, a conduta correta a ser adotada pela equipe, com participação direta do técnico de enfermagem, é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Pelo protocolo oficial do Ministério da Saúde para a tuberculose no SUS, uma interrupção prolongada e precoce do tratamento padronizado não é simplesmente compensada nem presume resistência medicamentosa; no caso, após 20 dias de esquema básico e 18 dias consecutivos sem comparecimento, a conduta sustentada pela base é reiniciar o tratamento desde o início.

Tema central: Interrupção do tratamento da tuberculose
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque trata a interrupção prolongada no início do tratamento como se bastasse retomar da última dose e manter o tempo total previamente previsto. Isso contraria a lógica programática do tratamento da tuberculose sensível, em que a regularidade contínua é indispensável. Após apenas 20 dias de uso e 18 dias consecutivos sem medicação, não se deve apenas seguir de onde parou, porque houve quebra terapêutica relevante logo na fase inicial.
B
Errada
Está errada porque mistura um elemento compatível com o gabarito, que é reiniciar desde o início, com dois erros decisivos: propor novo esquema terapêutico e notificação de resistência medicamentosa sem critério técnico específico. A base afirma que uso irregular aumenta risco de resistência, mas não autoriza presumir tuberculose resistente nem trocar esquema apenas por essa interrupção. Resistência não é diagnosticada automaticamente por falta ao tratamento.
C
Errada
Está errada porque adia uma conduta padronizada já definida para esse cenário. Suspender temporariamente a medicação e aguardar baciloscopia para então decidir posterga indevidamente o manejo da interrupção. A questão cobra a conduta operacional diante da quebra do tratamento, e a base deixa claro que exame laboratorial de controle não é pré-requisito para reiniciar a condução indicada nesse caso.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o caso descreve quebra terapêutica relevante ainda no início do tratamento da tuberculose sensível. Nessa situação, não basta apenas "seguir de onde parou", pois isso desconsidera a necessidade de adesão contínua exigida no esquema padronizado. A conduta programática indicada é reiniciar o esquema básico desde o início, retomar o TDO para reforço da adesão e registrar a interrupção no sistema de informação.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: achar que o retorno assintomático permite apenas continuar o tratamento de onde parou e confundir risco aumentado de resistência por uso irregular com resistência medicamentosa já estabelecida.
Dica para questões semelhantes
  • Em tuberculose, primeiro identifique se a pergunta é de conduta programática do SUS diante de interrupção, e não de diagnóstico ou de exame complementar.
  • Interrupção importante logo no início do esquema básico não deve ser tratada como mera soma de doses restantes; a base aponta reinício do tratamento.
  • Uso irregular aumenta risco de resistência, mas não autoriza notificar ou tratar como TB resistente sem critério específico.
  • Quando o enunciado destaca TDO e seguimento, isso sinaliza que adesão, reorganização do acompanhamento e registro da intercorrência fazem parte da resposta correta.

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