Homem de 71 anos, tabagista de 52 anos-maço, com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica em estágio
avançado, chega ao serviço de emergência relatando piora progressiva da falta de ar nas últimas 48 horas, tosse mais
intensa e aumento do escarro, que passou de transparente para amarelo-esverdeado. Refere pior tolerância ao esforço e
sensação de aperto torácico, sem febre. No exame físico, apresenta frequência respiratória de 28 incursões por minuto,
uso de musculatura acessória, sibilância difusa e saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente. A gasometria arterial
mostra pH 7,36, pressão parcial de gás carbônico arterial (PaCO₂) de 46 mmHg e pressão parcial de oxigênio arterial
(PaO₂) de 58 mmHg. A radiografia de tórax não revela infiltrado evidente. O paciente utiliza brometo de tiotrópio, um
broncodilatador anticolinérgico de longa duração (LAMA), e formoterol, um beta-agonista de longa duração (LABA),
porém de forma irregular, e nunca realizou reabilitação pulmonar.
Com base nesse quadro, qual é o próximo passo mais adequado no manejo inicial?