Um prematuro com 33 semanas gestacionais nasceu após 15 dias...
Um prematuro com 33 semanas gestacionais nasceu após 15 dias de rotura prematura de membranas. Ele apresentou dificuldade respiratória inicial importante e foi encaminhado para a unidade de cuidados intensivos neonatais. Uma radiografia do tórax mostrou um infiltrado reticulogranular com broncograma aéreo até a periferia em ambos os pulmões.
Acerca desse caso clínico, julgue os seguintes itens.
I O prematuro em questão é classificado como extremo.
II A rotura prematura e prolongada de membranas amnióticas, mesmo que tratada, representa um fator de risco importante para infecção ascendente.
III Não se podem excluir três diagnósticos para o caso apresentado: doença da membrana hialina, pneumonia por Streptococcus agalactiae e hemorragia pulmonar.
IV Esse recém-nascido deve receber surfactante exógeno na dose única de 200 mg/kg.
V Esse recém-nascido deve receber antibioticoterapia ampla, com ampicilina na dose de 50 mg/kg a 100 mg/kg de 12 em 12 horas e gentamicina na dose de 5 mg/kg a cada 24 horas.
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Tema central: A questão aborda manejo inicial do prematuro com desconforto respiratório, especialmente após ruptura prematura e prolongada de membranas, situação comum em unidades neonatais. Envolve interpretação diagnóstica, riscos infecciosos, decisão terapêutica (surfactante) e prescrição antibiótica.
Análise dos itens:
I. Incorreto. Prematuro extremo = < 28 semanas. O recém-nascido do caso possui 33 semanas, sendo prematuro moderado/tardio, segundo classificação da SBP e o Manual AIDPI Neonatal. Atenção: muitos candidatos confundem as faixas de prematuridade.
II. Correto. Ruptura prolongada (> 12 h) aumenta chance de infecção neonatal. Conforme Ministério da Saúde (AIDPI p.46): “Tempo de bolsa rota maior que 12 horas representa maior risco de infecção.” Raciocínio: barreira amniótica rompida facilita colonização bacteriana ascendente.
III. Correto. Três diagnósticos plausíveis: Doença da membrana hialina (prematuridade + classe radiológica típica), pneumonia neonatal (especialmente estreptococo do grupo B, associado a RPM), e hemorragia pulmonar (menos comum, mas não excluída pelo quadro apresentado). Atenção à necessidade de raciocínio diferencial!
IV. Incorreto. A dose habitual de surfactante exógeno indicada para DMH, segundo AIDPI (p.52), é de 100 mg/kg/dose (pode ser repetida segundo evolução clínica). Dose única de 200 mg/kg não é a recomendação padrão; cuidado com valores não usuais nas opções!
V. Correto. Antibioticoterapia empírica com ampicilina (50-100 mg/kg 12/12h) e gentamicina (5 mg/kg 24/24h) está de acordo com recomendações do Ministério da Saúde (Manual AIDPI Neonatal, p.63-65) frente ao risco elevado de infecção (sepsis precoce) após RPM prolongada.
Resumo e Pegadinhas: Itens II, III e V estão corretos (total = 3). Pegadinhas ocorrem na classificação da prematuridade e no valor da dose de surfactante — atenção redobrada!
Gabarito oficial: C) 3
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