Em relação à imunofenotipagem das leucemias, analise as afir...
Em relação à imunofenotipagem das leucemias, analise as afirmativas a seguir.
I. A leucemia aguda mista (MPAL) é considerada rara entre as leucemias agudas e pode apresentar a combinação de células B e mieloide, seguido de células T e mieloide e raramente células B e células T.
II. LLA Ph+ apresenta CD25+ e expressa também marcadores mielóides CD13 ou CD33
III. LLA ETV6-RUNX1+ apresenta CD19+/CD10+/CD34+ com marcador mieloide CD13+
Está correto o que se afirma em
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Tema central: O assunto principal é imunofenotipagem das leucemias agudas – um procedimento fundamental para a classificação, diagnóstico e escolha do tratamento adequado dessas doenças. Utiliza-se a expressão de diferentes marcadores imunológicos das células leucêmicas, utilizando painéis de anticorpos em citometria de fluxo, para distinguir as linhagens (mieloide ou linfoide) e subtipos.
Avaliação das afirmativas:
I. Verdadeira. A leucemia aguda de fenótipo misto (MPAL) é rara; os imunofenótipos mais usuais combinam marcadores B/mieloide ou T/mieloide, sendo B/T uma combinação menos comum. Essa classificação corresponde ao que está descrito na OMS e em consensos internacionais e nacionais.
II. Verdadeira. A LLA Ph+ (cromossomo Philadelphia positivo), conforme o PCDT do Ministério da Saúde para LLA Ph+ em adultos, frequentemente expressa CD25+ e apresenta, além dos antígenos clássicos linfoides (CD10, CD19), expressão de marcadores mielóides como CD13 ou CD33 — achado importante para diferenciar de outras leucemias.
III. Verdadeira. A LLA associada à translocação ETV6-RUNX1 (t(12;21)), perfil comum em crianças, apresenta imunofenótipo CD19+, CD10+, CD34+, e pode sim expressar CD13+, que é um marcador considerado mieloide. Essa coexpressão é citada em revisões de hematologia, inclusive no MSD Manuals e guias modernos de oncologia pediátrica.
Justificativa da alternativa correta:
A alternativo B) I, II e III. é a correta, uma vez que todas as afirmativas são baseadas em diretrizes clínicas reconhecidas e nos principais protocolos de imunofenotipagem. Isso também exemplifica uma questão que traz múltiplas assertivas verdadeiras: sempre analise cada uma de forma individual e compare com a literatura mais recente.
Estratégia para provas: Questões deste tipo buscam detalhes de marcadores imunológicos. Atenção: combinações incomuns (como B/T na MPAL) são citadas como “raras”. Sempre procure palavras-chave – como “frequente” vs. “raro” – para não cair em pegadinhas. Os painéis atualizados sugeridos por sociedades científicas (ex: WHO, Ministério da Saúde) são sua maior referência.
Resumo final: Todo futuro oncologista clínico deve dominar a imunofenotipagem, pois, como visto, ela é determinante para diagnóstico e prognóstico. Consulte diretrizes e consensos brasileiros para revisar detalhes e utilize obras clássicas como Harrison e Williams Hematologia em sua preparação.
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