O manejo ativo do trabalho de parto durante o primeiro perí...

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Q2301276 Medicina
O manejo ativo do trabalho de parto durante o primeiro período reduz parto prolongado e possivelmente taxa de cesárea. Quanto à assistência ao trabalho de parto normal, assinale a alternativa INCORRETA.
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Tema central da questão: O foco está na assistência ao trabalho de parto normal, fisiologia e indicações de intervenções como amniotomia, uso da ocitocina, analgesia e rotinas de exames, conforme as diretrizes nacionais para o manejo seguro e humanizado do parto.

Análise da alternativa correta (INCORRETA):

A) A alternativa propõe realizar toques vaginais a cada hora (primeiras 3 horas) e depois a cada meia hora. Essa conduta é incorreta e desatualizada. De acordo com a Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal (Ministério da Saúde), avalia-se: “A avaliação da progressão do trabalho de parto deve ser realizada por meio de observação clínica e toques vaginais, respeitando-se o intervalo mínimo de 4 horas entre os exames, salvo em situações específicas que justifiquem avaliação mais frequente”. Realizar exames com frequência maior pode elevar o risco de infecção materno-fetal e aumentar o desconforto da mulher. Portanto, esta alternativa está errada por recomendar prática prejudicial e não respaldada pelas evidências e protocolos atuais (veja: Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal, 2017, seção "Monitoramento do Trabalho de Parto").

Discussão das demais alternativas:

B) Indica que, na ausência de progressão cervical após uma hora, pode-se considerar amniotomia. Embora o manejo ativo do parto inclua essa conduta em certas circunstâncias para estimular a progressão (particularmente em gestações a termo e quadro favorável), deve-se avaliar individualmente. Não fere os protocolos principais, pois a amniotomia pode ser justificada clinicamente.

C) Afirma que o uso de ocitocina exige cautela por aumentar força e frequência de contrações, o que está de acordo com as boas práticas. O Ministério da Saúde e organizações como a OMS reforçam o uso criterioso, sempre com monitorização do bem-estar materno-fetal.

D) Descreve corretamente o uso de bloqueio perineal para analgesia local em procedimentos como episiotomia, destacando seu objetivo de proteger o canal do parto e facilitar a saída fetal.

Estratégia para provas: Atenção a termos como "sempre", "a cada meia hora", "rotineiramente" em questões de obstetrícia: frequentemente indicam pegadinhas, pois boas práticas priorizam a individualização da conduta, especialmente diante de riscos como infecções ao exame excessivo.

Resumo final: A alternativa A está incorreta por indicar toques vaginais em frequência não aprovada por diretrizes atuais. Isso diferencia o candidato atento ao cuidado centrado na paciente e nas bases científicas.

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A questão aborda práticas recomendadas no manejo ativo do trabalho de parto e pede para identificar a alternativa INCORRETA. A resposta correta é a alternativa A, que sugere realizar toques vaginais com uma frequência muito alta. A prática recomendada em relação aos toques vaginais é que sejam feitos a cada 4 horas em mulheres sem epidural e a cada 2 horas se ela tiver recebido anestesia epidural, desde que o trabalho de parto esteja progredindo normalmente. Fazer toques vaginais a cada hora ou meia hora é excessivo e pode aumentar o risco de infecção, além de ser desconfortável para a mulher. As demais alternativas (B, C, D) descrevem práticas que podem ser parte do manejo ativo do trabalho de parto, como a amniotomia para acelerar o parto quando a dilatação está lenta (B), o uso cuidadoso de oxitocina devido ao aumento da intensidade e frequência das contrações (C), e o uso do bloqueio locorregional para realizar a episotomia quando necessário (D). Portanto, a alternativa A é a única que não está de acordo com as recomendações atuais para a assistência ao trabalho de parto normal.

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