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Q3910012 Medicina
O manejo de doenças crônicas não transmissíveis exige uma abordagem longitudinal para evitar complicações micro e macrovasculares. Acerca deste tema, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O diagnóstico de diabetes mellitus pode ser realizado por meio da glicemia de jejum, teste de tolerância à glicose ou hemoglobina glicada em valores padronizados.
(__)A hipertensão arterial sistêmica é frequentemente assintomática, exigindo a aferição periódica da pressão arterial para o diagnóstico e controle efetivo.
(__)As dislipidemias são alterações nos níveis de lipídios no sangue que contribuem para o desenvolvimento de aterosclerose e eventos cardiovasculares agudos.
(__)O tratamento da tuberculose deve ser interrompido imediatamente após o desaparecimento da tosse, visando poupar o fígado do paciente de toxinas desnecessárias.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão se resolve pelo reconhecimento de três assertivas verdadeiras sobre diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemias, e de uma assertiva falsa sobre tuberculose; essa combinação leva à sequência V, V, V, F e ao gabarito D.

Tema central: Doenças crônicas e risco cardiovascular
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque marca a terceira assertiva como falsa. Isso contraria a fisiopatologia da aterogênese: alterações lipídicas sanguíneas, especialmente de lipoproteínas aterogênicas, contribuem para formação e progressão de placa aterosclerótica e aumentam risco de eventos cardiovasculares agudos.
B
Errada
Está errada por dois erros médicos objetivos. Primeiro, classifica como falsa a assertiva sobre diabetes, embora glicemia de jejum, teste oral de tolerância à glicose e hemoglobina glicada sejam métodos aceitos para diagnóstico quando usados com valores padronizados. Segundo, classifica como verdadeira a interrupção do tratamento da tuberculose após desaparecimento da tosse, o que é incorreto porque melhora clínica inicial não equivale à erradicação do bacilo.
C
Errada
Está errada porque considera falsa a assertiva sobre hipertensão arterial sistêmica. Do ponto de vista semiológico e epidemiológico, a HAS é frequentemente assintomática; portanto, sua detecção não depende de sintomas, mas de medidas pressóricas periódicas e adequadas.
D
Certa
A alternativa D está correta porque acompanha exatamente a validação médica das quatro assertivas. A primeira é verdadeira: o diagnóstico de diabetes mellitus pode ser feito por glicemia de jejum, teste oral de tolerância à glicose e hemoglobina glicada, desde que em valores padronizados. A segunda também é verdadeira: a hipertensão arterial sistêmica costuma ser assintomática, de modo que seu diagnóstico e controle dependem de aferição periódica da pressão arterial. A terceira é verdadeira porque as dislipidemias participam da fisiopatologia da aterosclerose e aumentam o risco de eventos cardiovasculares agudos. A quarta é falsa, pois o tratamento da tuberculose deve ser completado pelo tempo indicado; interrompê-lo apenas porque a tosse melhorou é conduta inadequada e potencialmente perigosa, por favorecer falha, recaída e resistência.
Pegadinha da questão
A banca misturou doenças crônicas não transmissíveis com uma assertiva sobre tuberculose para desviar o foco; o erro decisivo era aceitar a melhora da tosse como motivo para interromper o tratamento, o que é medicamente falso.
Dica para questões semelhantes
  • Em sequências V/F, valide cada assertiva por um critério médico objetivo: diagnóstico, fisiopatologia, semiologia ou princípio terapêutico.
  • Em diabetes, reconheça como corretos os métodos laboratoriais clássicos de diagnóstico quando o enunciado menciona valores padronizados.
  • Se a hipertensão for apresentada como dependente de sintomas, desconfie: o traço clínico central é ser frequentemente assintomática.
  • Na tuberculose, melhora sintomática não autoriza encerrar tratamento; o critério é completar o esquema terapêutico.

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