Essa anomalia tem consequências estéticas e sociais, mas nã...
Gabarito comentado
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Gabarito comentado: Alternativa B
Tema central: O enunciado descreve uma anomalia congênita do pavilhão auricular caracterizada por consequência estética, incidência predominantemente em orientais, potencial bilateralidade e associação com alterações anatômicas como terceira raiz da anti-hélice. A audição, porém, não é afetada. A compreensão desses aspectos é fundamental para o diagnóstico diferencial em Cirurgia Pediátrica.
Justificativa da alternativa correta (B – Deformidade auricular de Stahl):
A Deformidade de Stahl é uma anomalia rara, tipicamente congênita, mais frequente em orientais, caracterizada pela presença de terceira raiz na anti-hélice e alterações associadas: estreitamento da hélice, hipoplasia ou ausência da anti-hélice superior e alargamento da fossa escafoide. O principal impacto é estético/social, sem prejuízo auditivo. Conforme revisões da literatura e artigos sobre cirurgia auricular pediátrica, o tratamento pode envolver modelagem neonatal ou cirurgia – não há diretriz única para técnica cirúrgica, pela variabilidade anatômica (ver: Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, 2017).
Análise das alternativas incorretas:
A) Anquilose/fixação isolada do estribo – trata-se de patologia dos ossículos do ouvido médio, com manifestação principal de perda auditiva condutiva, sem repercussão na anatomia externa do pavilhão auditivo.
C) Anquilose do estribo + malformações da cadeia ossicular – semelhante à alternativa anterior, envolve mais alterações dos ossículos e igualmente não leva a deformidades externas do pavilhão auricular.
D) Aplasia/displasia das janelas oval e redonda – são malformações do ouvido interno/médio, usualmente associadas a perdas auditivas neurossensoriais ou condutivas importantes, sem relação com a forma da orelha.
Dicas de prova: Identifique no enunciado palavras-chave como “anomalia estética”, “incidência maior em orientais”, “audição preservada” para descartar alternativas relacionadas à perda auditiva ou estruturas do ouvido médio/interno. Pegadinha comum: confundir malformações auriculares externas com causas de perda auditiva.
Referências: Artigos da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, UpToDate e manuais de Cirurgia Pediátrica ressaltam tais definições e abordagens. Embora não haja protocolo do Ministério da Saúde específico, a conduta segue consensos das sociedades científicas.
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